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21 de maio de 2020

As ultimas curvas antes do Apocalipse


10 Março 2020.
De novo eu e os estarolas do costume combinamos em 5 minutos mais uma vadiagem.
Que tal até Amarante e depois perdermos-nos por lá? Nem foi preciso dizer duas vezes.


Chegados à antiga ponte sobre o Tâmega, é impossível resistir a não parar e usufruir do ambiente. Após um pequeno almoço numa famosa confeitaria local, troca-se duas de conversa, espreita-se a Biblioteca e a Igreja de S. Gonçalo, onde há quase 28 anos esperei no altar pela minha mulher.

Imagem por Rogério

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Combina-se seguir o IP4 e desviar para Aboadela, marco importante por altura das invasões francesas, tendo ocorrido aqui uma das mais violentas batalhas de então, com a derrota das tropas francesas contra três corpos de cavalaria portuguesa.

Imagem por Rogério





Imagem por Rogério

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Após este momento de historia e contemplação da ponte de fundo de rua e maravilhosas margens,  rumamos a Vila Real onde nos foi servido um delicioso repasto, como é já habito em terras para lá do Marão. Imaginávamos lá nós que seria a nossa ultima visita a um restaurante, até pelo menos finais da Primavera!
De volta à estrada fomos espreitar a Torre de Quintela, citada por Castelo Branco, com liberdade literária, como um dos cenários do romance "O Anátema".



Aqui bem perto estava a Barragem da Albufeira do Alvão que mereceu de igual forma uma paragem.
Pelo Parque Natural do Alvão seguimos a Lamas de Olo e Ermelo onde apanhamos a também já famosa N304, que acabou por nos levar ao IP4 para o regresso a casa.

Imagem por Rogério

Imagem por Rogério

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A liberdade é muitas coisas, apresenta-se de muitas formas e esconde-se normalmente atrás das escolhas mais simples.


“Don’t know what you got (till it’s gone)”🎶 😢

15 de julho de 2019

Aniversários

Nos aniversários é costume haver uma celebração. Um lanche, jantar ou mesmo festa rija.
E depois há as escolhas melhores para celebrar.
O Sergio resolveu fazer anos, de novo. É um hábito que mantem há umas dezenas de voltas ao Sol.
E tal como eu gosta de motas velhas, enferrujadas, quase resgatadas da sucata. E o Hugo também.
Desafiou-nos assim para uma passeata de duas centenas de Km´s, 2657 curvas apertadas, piquenique numa qualquer serra, banho de rio e diversão garantida.
Aceitamos de imediato.
Estou proibido de contar tudo o que se passou, por isso aqui vão as imagens mais fracas de alguns instantes. Poucos, pois ou fotografas ou absorves o momento.

A propósito, sabiam que mesmo aqui ao lado há sítios idílicos onde nem é preciso passaporte? Pois!

















O relato do Hugo aqui.

24 de maio de 2019

Serra da Freita com uma 500X

Tenho um vizinho com bom gosto. Já andou por aí de Vespa, tinha ainda há pouco uma deslumbrante Suzuky 380GT e recentemente adquiriu uma Honda, no seu modelo 500X.
Um dia cruzo-me com ele e anuncia-me a aquisição da Honda. Após uns minutos de conversa julguei perceber que a mota nova estaria destinada a fazer uma rodagem casa-trabalho.
Oferece-me uma voltinha na mota nova, o que recuso, pois quem me conhece sabe que detesto correr o risco de estragar os brinquedos novos de outros, mas surge-me uma ideia. Convido-o para ser o seu guia num passeio de 200/300 Km num dia por estradas bonitas. Aceita.

A Serra da Freita é uma das zonas aqui por perto que me agrada. Saindo da cidade já em curva e contra-curva pela sinuosa N108, atravessando o Rio Douro só em Entre-os-Rios em direção a Castelo de Paiva, onde iria acabar o aquecimento, pois seguia-se a N224 que percorremos em ritmo motociclístico até Arouca. Decidimos almoçar lá. Seria muito má ideia fazê-lo antes das 365 curvas em cerca de 20Km que acabávamos de percorrer. Há relatos de quem teve de parar a meio para tomar um Enjomin. Estrada terrível de carro, das melhores que conheço aqui por perto para fazer de mota.
Retemperados por uma magnifica posta, rapidamente retornamos à estrada. Já só nos apetecia rolar. A 500X comportava-se maravilhosamente, a Transalp continuava em casa, não obstante uma indecisão num cruzamento, em que parada, resolveu deitar-se à espera da minha decisão. Tive de me aborrecer e obriga-la a levantar-se.
Começamos a subida da serra com a primeira paragem na Senhora da Laje, pequena igreja da povoação de Merujal, onde se preparava um cortejo. Não ficamos para assistir, mas aproveitamos para respirar a paz do local.





Daqui seguimos para a Frecha da Mijarela, bonita queda de água que nascendo numa encosta, mantém a sua largura reduzida até à base. Existe uma pequena estrada que desce ao vale onde desagua, mas além de extremamente inclinada e sem saída, não termina na base da queda. Assim tiramos a foto da praxe e voltamos às curvas.






Tinha como ideia inicial seguir agora o sentido inverso até ao Porto, mas já há algum tempo que andava com curiosidade de conhecer a estrada do Portal do Inferno, para os lados da Serra da Arada. Ainda era cedo e o Nuno concordou!
Dei uma olhadela para o Oruxmaps a funcionar com uns mapas topográficos e lá me orientei.
Apesar de bem mais longe do que inicialmente me pareceu, chegar àquela estrada foi tão bom como percorre-la. Começamos a penetrar em terras de xisto e lousa com subidas impossíveis a alternar com descidas assustadoras, estradas onde mal caberia uma mota com malas laterais, curvas de cento e oitenta graus para todos os gostos e ribanceiras a pique de ambos os lados, numa paisagem de serra absoluta e silêncio só quebrado por nós. Estamos cada vez mais alto e o cenário deve mexer com quem tenha uma pontinha de acrofobia: imponente, bruto e, lá muito em baixo, vazio.



Paramos junto à placa que identifica o local. Passagem íngreme, no qual só cabe um carro de cada vez e que, desde sempre, amedronta quem aqui passa, dizem. Estamos a 900 metros de altitude e à nossa volta só temos o vazio e ao longe e para todos os lados, serra. Ficamos uns minutos a absorver a paz reinante.
Ao olhar para os pneus percebemos que devemos ter feito alguns daqueles ganchos um bocado no limite. Estávamos satisfeitos. De barriga cheia de tanto curvar.







Decidimos voltar a casa e foi quando percebemos o quanto distante estávamos. Estes últimos Km's tinham obrigado a uma concentração tal que perdemos de facto noção deles.
Assim continuamos a estrada até S. Pedro do Sul, agora quase sempre a descer e com um dos coloridos mais bonitos que já vi numa serra. Urze e Tojo pintam os lugares de amarelo e lilás.
Lá chegados fizemos uma pausa para hidratação e rumamos em direção à costa, até à N1 e de regresso a casa, após 260Kms bem divertidos.