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2 de março de 2010

R.I.P. and Reborn



Afinal não me dei bem com essa treta do "Rest in Peace". O meu autocolante "Pole Position" torna-me irrequieta em demasia para aceitar de bom grado isso de paz eterna. Eu quero é queimar gasolina, muita estrada e boas curvas, daí que pedi ao meu protector que me devolvesse à vida terrena e se possivel com uma roupagem girita já que os vinte e tal anos com que conto são para ser vaidosa. Senão vou ser quando? Aos cinquenta como uma amarelada que se meneia aqui pela garagem?

Não pensei que pudesse é ser tão moroso e invasivo.

Despojada de todo e qualquer componente, peeling total, base, corrector, cremes hidratantes, rimel, eyeliner, you name it.

Em compensação os artistas foram do mais querido. Sempre gentis perguntavam: magoa? a cada parafuso, anilha ou vedante.

Aos poucos fui-me reconhecendo de novo. Pés... pneus, mãos... manetes, olhos... faróis, rabo... para-choques.

Mas continuava ligada às máquinas, claro, até que o vislumbrei! O meu coração (também o ouvi chamar motor), a brilhar com um esplendor tal que me ofuscou e a prometer um vigor como já não sentia há décadas.

Parafuso após parafuso a parafernália de peças que em caixas me rodeava foi desaparecendo na mesma proporção em que eu me sentia cada vez mais completa.

Ouvia os primeiros sons, sentia as primeiras vibrações. Que saudades! Um último retoque, mais um autocolante. Estava ansiosa por esticar as molas.

A primeira vez foi estranha, não má, apenas estranha. O circuito eléctrico em tensão, as tubagens sob pressão. Primeira, segunda, terceira. As relações da caixa de velocidades a seguirem-se num ritmo certo, as jantes tontas da rotação e de repente o vento! Sim, o ar que eu tanto ansiava transformou-se em vento e que bem que sabia. Na primeira curva a inclinação fez-me temer pelos substitutos dos Zippy, na primeira travagem o Ferodo dos novos travões provou o que valia.

Estava pronta.





Onde está a estrada?

Vamos?

23 de fevereiro de 2010

O Desenlatado Determinado



Andar de Scooter é bom.
Muitos automobilistas têm nos últimos tempos experimentado o prazer que julgavam para sempre perdido da mobilidade citadina. Alterações na legislação e maior consciência ambiental têm contribuido para esse despertar de consciências.
Agora alguém se esqueceu é de os avisar do factor dependência. Sedutor, como qualquer dependência, este vício de estacionar a 10 metros da secretária e sair de casa muito mais tarde que o habitual começa a fazer das suas e alheios à teima de S. Pedro em nos brindar (literalmente) com vários copos de água bem cheios, ex-enlatados-recém-desenlatados, como o piloto desta Sym, meu colega de trabalho, fez-me corar de vergonha ao aparecer ontem e hoje em pleno coração da Baixa do Porto moto-mobilizado.
Eu, já com alguns anos de dependência e mais auto-controlado, não fui de scooter.
Não, não. Não se preparem para me insultar. Eu fui de Metro.

21 de fevereiro de 2010

Scuderia Serenissima II



Teve hoje lugar na loja da Moviflor da circunvalação do Porto a apresentação do 12º Lés a Lés.
Ainda não tinha tido a oportunidade de assistir a nenhuma destas apresentações pois eram sempre longe de mim, mas desta vez foi mesmo em casa.
Calculo que cerca de uma centena ou duas de motociclistas marcaram presença, ávidos de conhecer alguns pormenores deste grande passeio mototurístico que pela terceira vez vai percorrer o país no sentido Sul-Norte.
No dia 3 de Junho o Largo de S. Francisco em Faro vai ter um parque fechado onde serão realizadas as verificações técnicas e documentais e de onde partirá o prólogo para nos levar pela Ria Formosa (ou perto), por Estoi, Sta Bárbara de Nexe e Serra do Caldeirão.
Na manhã seguinte, o arranque da primeira etapa vai-nos levar pela Serra Caldeirão à Ribeira de Vasconcilhos e outros cursos de água onde estaremos autorizados a molhar os pés e até Cuba onde almoçaremos. Em direcção ao Ribatejo por Stº Estevão sendo o Tejo atravessado mais a norte de Lisboa até ao palanque no largo da feira em Sintra onde o jantar será servido a 3 ou 4 Km’s desta localidade.
No dia seguinte a viagem para o Porto será feita de cume em cume de serras como o Socorro, Montejunto, Aires e Candeeiros, por Ourém e Figueiró dos Vinhos, Lousã onde se almoçará, Buçaco, Caramulo, Freita, Freixo da Mizarela, Arouca, Castelo de Paiva, Entre-os-rios, Freixo do Porto pela marginal até à Ribeira do Porto, R. Restauração, Cordoaria, Clérigos, Av. Aliados onde teremos o palanque nos Paços do Concelho. O local deste jantar não foi divulgado.
Eu já deixei lá a minha inscrição, sendo que vou de novo fazer equipa com o Vasco e a sua CN250. Para não ser ele o único a ir de Honda, resolvi dar descanso à minha incansável Heinkel e levo uma Honda TransAlp... Os meus amigos Scooteristas saberão concerteza desculpar-me :)

20 de fevereiro de 2010

Vespa World Days 2010

O Scooterismo Nacional afinal sempre existe.
Alicerçados principalmente numa marca, a Vespa, começam a ter lugar em Portugal eventos de escala transfronteiriça.
Não fosse já Fátima universalmente conhecida, mais ficará com a realização do Vespa world Days 2010. Um evento onde se pretende juntar entusiastas destes magníficos veículos em quatro dias de passeios, actividades e mostras.
De 1 a 4 de Julho apareçam


30 de dezembro de 2009

Honda Transalp XL600V


Há escolhas que não se explicam, fazem-se. Eu nunca fui sequer muito adepto das motas na sua versão “grande”. Sempre me interessaram muito mais as Scooters se bem que conviva bem com elas como se tem percebido por passeios em que tenho participado. No entanto há algo nessas máquinas, grandes, fortes, com presença que afinal até me atrai. Confesso que no tempo da adolescência, ter uma “máquina” era um meu desejo, bem como de quase todos os adolescentes, bem entendido, mas lá me fui contentando com a Heinkel e muito bem, convenhamos.
O tempo no entanto não deixa esquecer tudo e mais cedo ou mais tarde aqueles desejos mais escondidos acabam por fazer as suas reaparições.
Deve ter sido o caso. Ainda quase não a usei e também deve ser por isso que aquele porte altivo, pernas compridas e ronronar de leão me intimidam um pouco. Mas ainda bem. As motas são para serem tratadas com respeito. São como as mulheres. Com calma dão-nos muito prazer, mas se abusarmos pode ser uma chatice.

14 de dezembro de 2009

Moscas da Figueira II


Quem esteve no Camping perceberá por que motivo este ano na Figueira não havia moscas!
De qualquer forma não levei a T5, tendo escolhido a minha montada mais experiente e fiável, a Heinkel, para me levar a uma almoçarada com amigos. Do Porto saíram os suspeitos do costume, e debaixo de uma temperatura que apesar do Sol embirrava em nos lembrar que estamos no Inverno, pela hora marcada lá arrancamos do Dragão. Em velocidade de cruzeiro, ou seja despachadinhos, lá chegamos a Aveiro pelas 9:30h. Tempo para um cafézinho enquanto esperávamos para engrossar a comitiva com uma Indiana e uma Portuguesa, dado que Italianas e Alemã já tínhamos.

Ajustando a nossa velocidade para o ritmo de que a Carina gosta e passando a usar estradas nacionais a viagem ganhou outro encanto. Como escreveu o nosso amigo TodayAdventure: "The purpose of a trip is the trip itself. If you go too fast you miss all the fun"
E que verdade é esta. Deve ser também por esse motivo que gostamos tanto de scooters.
11 horas e pouco estávamos a estacionar na Marginal para nos libertarmos das várias camadas de roupa que nos tinham protegido das baixas temperaturas e a admirar o extenso e bonito areal, pontuado pela presença de algumas scooteristas femininas que tanta beleza emprestam a estes nossos encontros. Ainda por cima uma delas é uma excelente fotógrafa. Obrigado anacristinarm, estás nomeada fotógrafa oficial do ScooterPT :)

Após a chegada dos restantes comensais (O mexe veio de carro com a Maria :twisted: ) e duas de conversa com o meu companheiro de equipa do LaL, o S800 e ainda colagem de autocolantes (já agora, ao ver uma qualquer Lambretta chegar fui oferecer um toclante ao dono mas este olhou para mim com ar desconfiado e apenas me "autorizou" a colar o dito no pneu suplente!! Como se aquela pintura de "orige" valesse mais que o toclante! Quem seria o cavalheiro? Ainda por cima não apareceu no almoço! Provavelmente alguém que tirou a scooter da redoma por engano? Ou apareceu apenas para ter uma desculpa para não ir à missa com a Maria? Enfim). Lá seguimos então para a passeata pela serra, onde o Hugo, aquele tipo estranho de boné e mochila amarela com uma Top-Case da Givi na roda baixinha fez questão de parar para me recordar do local onde da ultima vez a T5 fez birra!

Magnifica paisagem e muito frio mais rumamos para o restaurante, onde desta vez o nosso conhecimento já nos permitiu escolher o talher certo. Barrigas confortadas, muita conversa e fica já o agradecimento especial ao Marrazes, ex-dono de uma magnifica T5 que agora pertence a uma miúda gira que por acaso, mesmo por mero acaso, é namorada dele e nossa única companheira de estrada aos comandos, mas dizia eu, fica um agradecimento especial por se ter lembrado de partilhar connosco a passeata que lhe apeteceu fazer. O ScooterPT é isto. Alguém que se lembra de passear com alguns amigos e publica a intenção para que todos possam aparecer. E apareceram suficientes.
Hora de levantar ancora, pois de scooter o país é grande e mais uma vez o tipo estranho de boné e mochila amarela com uma Top-Case da Givi na roda baixinha a querer chamar a si as atenções, desta vez esvaziando o pneu da frente para poder mostrar a todos a habilidade que tem em resolver problemas com a anilha!
Para a estrada que se faz tarde e a comitiva nortenha escolhe a Auto-Estrada pois o frio e o tempo apertava. Liderados pelo Paulo Salgado, a fazer desjejum de scooter na sua Gatinha Bravita com "faro baso" e Target no pneu suplente, lá fizemos N109 até Mira e depois auto-estrada até casa. Muito trânsito, muito frio e numa velocidade máxima de 99Km/h, lá percorremos os 144Km's em 2 horas. Pelo caminho paramos para uma café em Ovar e no Porto o Paulo ainda seguiu para Guimarães.
No pulso levei um brinquedo que denunciou a nossa passagem :D