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11 de julho de 2010

LaL 2010 com Scooters por companhia Dia 4-Etapa 1

Faro-Cuba-Benavente-Sintra

Largo de S. Francisco, seis da manhã. Tenho tido sempre a sorte de ter números de equipa baixos, o que apesar de me obrigar a acordar cedo, muito cedo, permite-me viagens mais descansadas e ser sempre dos primeiros a chegar aos vários pontos de encontro no percurso o que é especialmente agradável nos locais de refeições.

Com mais de mil pessoas a viajar a logística é complicada e obriga a uma capacidade de organização muito grande. Algumas filas são inevitáveis, mas assim tenho-me antecipado sempre a elas.

A saída de Faro fez-se de modo simples e logo nos foram mostradas as verdes e frescas colinas algarvias de S.B.Nexe. Rumo a Loulé e Cortelha e rapidamente chegamos à nossa já quase familiar Serra do Caldeirão, feita desta vez em sentido contrário e ao inicio do dia o que a tornou mais agradável de transpor.

Este foi o primeiro ano que percorri o LaL de Sul para Norte o que prometia mais facilidade na travessia do Alentejo não só porque a hora de travessia permitir estar mais fresco, mas também porque neste local costumava estar bem mais cansado.

Foram 13 Km’s de estradões, o mesmo percurso usado pelo Lisboa-Dakar de 2006.

Era aqui dada a primeira alternativa para evitar a terra e as Ribeiras o que mais à frente percebemos ter sido opção para algumas motos novas e cheias de malas sem um grão de pó nas imaculadas jantes.



Comecei aqui a perceber a diferença entre usar a Heinkel ou uma mota vocacionada para estes pisos. Apesar de eu não saber conduzir em todo terreno o que me levaria a uns sustos mais lá para a frente, o não ouvir as suspensões continuamente a bater foi uma agradável melhoria. A menor confiança nesta mota em relação à Heinkel foi uma menos-valia.

A Ribeira de Vasconcilhos estava praticamente seca mal molhando os pneus, mas o Vascão já permitiu lavar um pouco mais o pó. E mesmo o casaco a alguns


Oito da manhã e estávamos no Alentejo. Mértola e Almodôvar, Aljustel e Beringel. Um Alentejo sossegado que nos levava para Cuba mas não sem antes passar por Faro… mas do Alentejo!.

Eram 10:00 da manhã e segundo o Road-Book horas do almoço!






Apenas com 30 minutos e dada a hora, não nos apetecia lá muito almoçar, mas adivinhando que não nos convinha atrasar, lá comemos uma refeição rápida, 5 minutos de descanso e estávamos de volta à estrada rumo a Vila Alva, Vila Ruiva e Alvito.

Entramos no distrito de Évora ao chegar a Viana do Alentejo e ao sair de Alcáçovas cumpriam-mos seis horas de condução. Era meio dia e nós estávamos rigorosamente no horário. Mais uma vez eu e o meu companheiro de equipa, o Vasco, conseguíamos estar sempre em sintonia quer no ritmo de condução quer nas opções de paragem que este ano já foram possíveis graças à mota mais rápida que eu levava. O Vasco é um excelente navegador e a orientação ficava principalmente a seu cargo o que permitiu que nunca nos perdêssemos.

Aproximava-se mais um desafio. A travessia a vau do Rio Almansor!

Esta travessia com pedras e água lisa, mas com corrente e uma mudança de direcção a meio do curso de água não se revelou muito fácil para alguns participantes, mas a minha TransAlp e a Sym do Vasco atravessaram-na sem percalços, mas para alguns as coisas foram um pouco mais complicadas





Já com as motas mais lavadas e com alguma sensação de dever cumprido, avançamos por caminhos de terra e gravilha funda pela Mata do Duque e lanche depois de dar a volta na Monumental de Sto. Estêvão que felizmente estava sem touros lá dentro.



Eram 14:00 e anunciava-se a hora do lanche.

Retemperados seguimos para Benavente por caminhos de gravilha funda, mais manhosa que areia.





Aproximava-se a segunda surpresa do dia. Uma ponte pedonal com uma parte pênsil sobre o Sorraia. Senti-me quase como um Indiana Jones. Após esta travessia o suspiro de alívio teve de esperar que se terminasse um caminho estreitíssimo onde as motas mais largas não passaram sem que a vegetação e alguns ramos mais baixos lhes deixassem um ou dois riscos.

Passamos Vila Franca de Xira a correr sentindo-nos fora do nosso meio preferido e meia hora depois esperava-nos uma estrada de cimento muito íngreme onde as motas mais fracas terminaram com “os bofes de fora”



Antes da chegada a Sintra, passagem pelos troços da Lagoa Azul, Peninha e Sintra, com o último controlo no belíssimo Palácio da Pena, antes da chegada ao palanque no Parque de S.Pedro.. Subida ao palanque e fomos para uma magnifica quinta a menos de 4 Km’s onde nos serviram um maravilhoso jantar.





Aqui fomos honrados com a presença de vários nossos amigos do Scooterpt que não resistiram a usar a nossa presença lá como uma boa desculpa para irem ver afinal como era aquilo do LaL. Era ver os olhares de surpresa e admiração perante o desfile de tantas e tão magníficas máquinas. Convencidos? As inscrições para o próximo são em Fevereiro!

Como o local em q1ue íamos pernoitar não eram mesmo ali ao lado mas a cerca de 15Km’s o nosso amigo “Agent” escoltou-nos lá de carro e no outro dia às 5 da manhã já lá estava para nos trazer de volta. Muito obrigado, amigo


Foi este o percurso do dia (a vermelho)











LaL 2010 com Scooters por companhia. Dia 3 - Prólogo

Nem para ir até à praia costumo conseguir acordar tão cedo, mas como tínhamos de estar em Faro às 9:00h para as verificações técnicas e documentais o despertador não precisou de tocar mais de uma vez. Em poucos minutos estávamos os quatro prontos para os poucos Km’s que nos separavam do largo de S. Francisco.




O dia do prólogo é sempre um momento mais calmo para os participantes servindo como um aperitivo e um aquecer de motores, mas para a organização é um dia de azáfama. Distribuir camisolas, coletes, autocolantes, verificar documentos, luzes, ruído, pneus, etc a mais de um milhar de veículos é uma tarefa hercúlea só possível graças à estreita colaboração entre clubes e à vontade de ajudar dos seus sócios, sempre apoiados pelas edilidades locais.



Em pouco tempos estávamos a fazer os primeiros Km’s deste Lés a Lés que apesar de estar apenas a começar, prometia já calor quanto baste e um final em glória para quem as pontes do Porto conseguisse contar.

O museu Municipal de Faro e a Sé Catedral recordaram-nos que nem só de praia é feita a história da costa sul de Portugal. O parque Natural da Ria Formosa pedia-nos um passeio de barco que ficará para outro dia, um vislumbre à obra de construção da nova sede do M.C.Faro que, pasme-se, até terá camaratas e cozinha para quem de passagem lá quiser pernoitar. Pouco mais à frente o monumento ao motociclista que foi o segundo dos três existentes em Portugal a ser descerrado.

Um saciar de curiosidade para alguns com uma breve visita ao local da Concentração de Faro e o primeiro troço de terra. Fácil e provavelmente apenas para tirar o brilho aos autocolantes acabados de colocar. Santa Bárbara de Nexe é uma vila pitoresca dedicada ao fabrico de acordeões e lugar de nascimento do corridinho algarvio.

Em Estói um intervalo para uma bebida e olhei agora para o pulso e percebi que ainda não tinha ligado o relógio com localizador GPS. Tenciono ficar com um registo geográfico dos lugares por onde ando e nada mais fácil que estes sistemas de gravação de coordenadas geográficas.

Bem, ligo-o agora apesar de estarmos apenas a cerca de 10 do final dos cerca de 70 deste dia. Passagem pelas ruínas romanas de Milreu e de volta ao Largo de S. Francisco em Faro.





É necessário retemperar forças nestas passeatas e nada melhor que uma boa sesta no hotel.

Depois do jantar servido no mesmo local, ainda tempo para visitar as esplanadas no centro da cidade e espreitar para uma mostra militar de veículos grandes





E para experimentar outros mais pequenos





Amanhã o dia começaria bem cedo por isso resistimos à tentação de viver a noite algarvia e após a instalação do road-book da primeira etapa, recolhemo-nos.

O palanque esperava por nós às 6:00h











29 de junho de 2010

Lal 2010 com Scooters por companhia. Dia 2

O Lés a Lés não costuma dar muito tempo de descanso nem às máquinas nem aos pilotos, por isso e como estávamos ainda no prólogo do prólogo, deixamo-nos dormir um pouco mais guardando energias para os próximos dias. Após um retemperador pequeno-almoço tiramos as meninas da sala de reuniões enquanto o Vasco chegava para nos acompanhar em mais um dia de passeata que de Torres Vedras nos levaria a Portimão onde queríamos pernoitar.



Após uma olhadela ao promontório da Praia de Santa Cruz que nos mostra uma curiosa formação rochosa,



seguimos sempre o mais perto possível da costa com o Vasco a levar-nos por fantásticas praias como Casais das Amoreiras, Foz, Cambelas…



… Ericeira, Azenhas do Mar, Maçãs. Aproximávamo-nos de Lisboa, onde atravessamos o Tejo pela Ponte 25 Abril o mais depressa que conseguimos.



Cidades grandes não era bem o que procurávamos, mas rapidamente nos aproximamos de Setúbal onde uma refeição de peixe grelhado fez as nossas delícias.





Já retemperados, seguimos para no ferry que nos levou a Tróia.



Desde a ultima vez que aqui estive alteraram o local do cais, o que não nos permitiu ver as alterações urbanísticas que este privilegiado local de férias está a sofrer, encaminhando-nos directamente para a estrada
rumo à Comporta e daí a Sines.





As longas rectas e o pouco trânsito permitiram-nos esticar um pouco os motores e ensaiar algumas curvas a velocidades mais altas. Mal sabíamos que ensaios de curvas não nos iam faltar neste Lés a Lés.
Reabastecimento em Sines, estrada nacional até Milfontes para o lanche e sempre a bordejar o Parque Natural do Sudoeste Alentejano...





...até Aljezur onde rumamos para Lagos dado o avançado da hora. Como não queríamos chegar muito tarde e a costa Algarvia não era novidade para nós, apanhamos a Auto-Estrada até Portimão, pousamos os sacos e fomos jantar à Praia da Rocha.
Como o Vasco gosta de deixar sempre alguma bricolage para mim, ainda fomos instalar o leitor de Road-Book na SYM. Valeu-me as boas condições de trabalho com a mota na sala de estar. Apesar da piscina nos estar lá fora a tentar, fomos mas é descansar pois a partir de amanhã já vai ser quase a sério.



28 de junho de 2010

XIII Gimno Junior

Não têm rodas mas são pequenas.
Esta equipa feminina, constituída por Francisca Baptista, Francisca Tavares e Filipa Ribeiro, conseguiu o 2º lugar no pódio no passado domingo.
Sim! A minha filha é uma delas :)
Parabéns para elas.


Equipa feminina, constituída por Francisca Baptista, Francisca Tavares e Filipa Ribeiro, que conseguiu o 2º lugar no pódio no passado domingo.

21 de junho de 2010

NEXX X30



Confesso com algum embaraço que apesar de conhecer a marca, tinha a ideia de que se tratava dum produto estrangeiro. Apesar de estar no mercado há cerca de sete anos apenas, a NEXX tem vindo a estabelecer-se como um marco no design inovador e novas soluções tendo já uma rede de distribuição a abranger mais de 40 países. A primeira solução apresentada internacionalmente pela Nexx foi o X60, um capacete tipo “Jet” que se apresenta numa infinidade de cores e combinações para todos os gostos. Todos os capacetes da Nexx são de design próprio e a sua unidade industrial tem o certificado de qualidade ISSO 9001.


Tendo-me interessado pelos seus modelos, contactei a marca, propondo-lhes um apoio na minha participação no 12º Portugal de Lés a Lés. O profissionalismo e a competência com que me responderam fizeram-me perceber que a qualidade estaria presente em todos os aspectos da empresa o que pude confirmar quando a visitei. Ficou combinado que em troca de publicidade nas motas, eu e o meu colega de equipa seriamos equipados com dois capacetes topo de gama da marca, tendo ele escolhido o magnifico integral XR1.R e eu o inovador Maxijet X30. Sempre me agradaram capacetes em que eu pudesse “dar a cara”, mas dadas as limitações em termos de segurança de um Jet, tenho ultimamente optado por um modular. No entanto, mesmo nesses coloco algumas reservas. A tentação de andar com eles abertos é grande e por isso tinha andado já a olhar para o Maxijet X30 da NEXX com atenção. Este capacete tem não só um design inovador mas é ele próprio também uma solução inovadora, combinando as vantagens de um modular com a segurança de um integral. Tanto que se encontra homologado como um integral cumprindo integralmente os requisitos de segurança ECE 22.05 e DOT.


É composto por um casco idêntico aos modulares, mas com uma base integral que inclui uma protecção do queixo. A viseira, composta por uma parte transparente e um remate inferior mais robusto, encaixa ao baixar nessa protecção transformando-o num integral. Engenhoso, sem dúvida. E será que funciona? Os dois mil quilómetros que estava para fazer nas mais diversas condições iriam permitir aferir.


A cor escolhida foi um cinza escuro, de nome titânio que se integra na perfeição com as peças de plástico preto de design angular. Os acabamentos são absolutamente perfeitos, não se notando qualquer imperfeição quer nos plásticos quer na pintura que tem uma bonita profundidade metálica. Engenhosamente camufladas encontram-se barras reflectoras laterais nas saídas de ar e no remate inferior. Desafio-vos e encontrarem-nos de dia. Existem outras combinações de cores mais arrojadas, mas seriam já demais para os meus gostos. Nas transições entre a pintura e o plástico não notei nenhum remate menos perfeito, mesmo depois de uma análise mais atenta. A forma eficiente com que os plásticos se fixam no capacete ficou confirmada quando logo no segundo dia o deixei cair num chão de cimento, tendo resultado apenas dois pequenos riscos nessas peças. Nenhum dos plásticos ameaça soltar-se. Percebe-se que estamos perante um processo de fabricação e controlo de qualidade apertado. A viseira incorpora na sua base uma entrada de ar fácil de operar e também um botão que permite levantar a frente. Aqui já não gostei tanto. Apesar de pensado para poder ser manuseado com apenas uma mão e de luvas, não consegui abrir facilmente a viseira nenhuma vez, tendo piorado quando comecei a fazer estradas de terra com muito pó à mistura em que a engrenagem ficou mais “perra”. Acabei por desistir de me tentar habituar ao sistema e passei e apertar por ambos os lados simultaneamente para só depois levantar a viseira. Seria de considerar uma revisão a esta solução. Existe outra entrada de ar no topo do capacete integrada nos plásticos decorativos, fácil de operar e eficiente. Passei por lugares com trinta e muitos graus e outros com dez e fui sempre capaz de manter uma ventilação adequada. Com o ventilador inferior aberto, consegue-se inclusive sentir o fluxo de ar no interior da viseira quando em andamento. Isto é especialmente importante se considerarmos que não é possível abrir apenas a viseira, o que pode até ser algo claustrofóbico para alguns, sendo que esta embacia com alguma facilidade. Acabei por vezes por optar não fechar totalmente o capacete para evitar a condensação e facilitar a abertura. No interior os tecidos anti-alérgicos e anti-transpiração usados têm bom aspecto e são totalmente removíveis bem como as almofadas das bochechas. Todo o conjunto se integra sem falhas nem imperfeições. Este capacete está disponível dos tamanhos XS ao XXL, usando duas calotas diferentes. Nisto eu não sou um bom exemplo, pois tendo sempre a comprar capacetes um pouco grandes demais, de forma que não incomode as minhas orelhas excessivamente sensíveis, o que obrigou a que o XL (61-62 cm) que escolhi, tivesse que ser modificado nas almofadas laterais de modo a ficar mais aconchegado. Internamente o capacete tem uma forma arredondada e não muito baixa o que fez com que o meu queixo ficasse mesmo certo. Os vários tamanhos disponíveis deverão satisfazer a maioria. Não senti pontos de pressão pelo que a espessura do interior estará equilibrada. Lateralmente fica algum lugar para as hastes dos óculos, mas como quase não existe bolsa para as orelhas, as hastes grossas podem ser um problema. Esta falta de bolsa para as orelhas foi um desafio para a instalação do sistema de som. Tive de recorrer a uns auscultadores muito finos e mesmo assim usei todo o espaço disponível.


Com a frente aberta a visibilidade é total, não se vendo nem a protecção do queixo nem a viseira levantada, no entanto quando fechada, a visibilidade periférica, especialmente um pouco para baixo, é ligeiramente prejudicada pelo design da viseira. Gostaria aqui de ter um pouco mais de ângulo. Todo o sistema é removível desapertando os grandes parafusos plásticos, o que pode ser feito com o porta-chaves que está incluído. Após algum pó o sistema começou a ficar mais preso e a fazer ruído ao levantar.


A viseira levanta bastante ficando totalmente fora do ângulo de visão e até uma velocidade de cerca de 100 Km´s a aerodinâmica não parece ser afectada. Apesar da avaliação do nível de isolamento sonoro ser muito subjectiva e dependente duma imensidão de factores incluindo a mota usada e considerando que estava atrás dum deflector de vento baixo e conhecido por causar alguma turbulência, o isolamento pareceu-me suficiente sem ser perfeito. Ajudará o facto da viseira quando fechada integrar perfeitamente com o remate inferior do capacete


Ainda no campo da visão de realçar a viseira interior solar, em policarbonato e escurecida a 80%, um préstimo excepcional para mim pois não consigo suportar muito tempo o vento nos olhos. O accionamento é feito por um botão deslizante do lado esquerdo que está integrado em termos de design com toda a decoração. O sistema é eficiente mas parece-me um pouco frágil. Só o tempo o dirá. Gostaria também que esta viseira baixasse um pouco mais pois ao olhar para o painel de instrumentos o campo de visão é entrecortado. Correríamos no entanto o risco de tocar o nariz.


Este X30 no tamanho XL pesa 1649 gramas, o que o coloca num peso normal entre os modulares e um pouco mais pesado que alguns integrais.
O fecho micrométrico só tem de ser afinado uma vez, pois a partir daí permite um ajuste fino ao ser fechado. Um sistema é eficiente e muito prático.
Este Nexx X30 é definitivamente diferente e único. Agrada-me ver um fabricante procurar novas soluções numa indústria que tem tido pouco de inovação nos últimos anos e ainda mais o ser portuguesa. Enquanto que o desenho e as características poderão não ser para todos, este capacete engloba factores únicos e funcionais que acabam por juntar o melhor de dois mundos, o dos integrais e dos modulares.


O seu preço, a passar a fasquia dos 200€ não o coloca no campo dos capacetes baratos, mas as suas características justificam-no totalmente.


Junto uma série de fotografias que ilustram bem os maus caminhos por onde andou, sem ter sido sequer limpo.






























Como opinião final, fica o registo de que continuo a usar este capacete no meu dia a dia e recomendo

12 de junho de 2010

Lal 2010 com Scooters por companhia. Dia 1

Este ano decidi experimentar o Lés a lés numa máquina diferente e deixei a incansável Heinkel na Garagem. Em seu lugar levei uma Honda Transalp que me apareceu aqui pela garagem há uns tempos. Lá a preparei com o essencial e tentei explicar às minhas scooters que aquilo era apenas uma escolha passageira.






1 de Junho de 2010.

Finalmente chegava o dia das mini-férias tão esperadas. O facto do Lés a Lés deste ano ter início em Faro tinha-nos dado uma boa desculpa para arrancarmos uns dias antes e percorrer, em jeito de prelúdio, as estradas e caminhos que já esquecemos desde que as Auto-Estradas passaram a sulcar o nosso país. Uma da tarde e chegam ao Porto o Outeiro e o Fontes em respectivamente Vespa GTS e GrandTurismo para almoço na Praça Velásquez.






Usufruímos do bom tempo que se fazia sentir almoçando na esplanada do Your Palace. Antes de nos dar a moleza pós-refeição decidimos que era tempo de estrada. O princípio da viagem não foi muito interessante pois, como acontece frequentemente nas cidades maiores, os acessos são maioritariamente auto-estradas.

Mas assim que pudemos saímos da A29 para a N109 já bem conhecida de quem gosta de viajar com calma.





Não resistimos à tentação de ir espreitar à Praia de Mira onde fizemos a primeira paragem a menos de 2 metros da areia.





De volta ao alcatrão rumamos pela Figueira da Foz passando bem perto do Camping do Tamanco e a estrada estendeu-se pela Marinha Grande com paragem em mais uma esplanada na Nazaré, onde garanto-vos tive mais de dez mulheres a quererem levar-me para o “chambre”. Uns minutos a apreciar o mar e a paisagem e com pena das máquinas não terem arca frigorífica tal era a qualidade do peixe que por ali se vende.





Óbidos foi ponto de paragem rápido, com pena nossa pois merecia mais tempo,



Seguindo-se Lourinhã e várias praias como Areia Branca, Atalaia, Ribeiro e mais algumas



até que chegamos ao nosso destino desse dia pelas 22:00h, a Praia de Santa Cruz.


Rumamos ao Hotel onde não só nos alojaram a nós, como também às motas que dormiram na sala de reuniões.



Um agradecimento aqui à recepcionista do Hotel Santa Cruz que foi inexcedível a atender-nos. Telefonema para o Vasco, o meu companheiro de equipa que ainda estava e iria estar a trabalhar até tarde em Lisboa. Combinou-se que viria ter connosco na manhã seguinte onde a segunda etapa nos prometia estradas esquecidas pela costa alentejana até ao sul. Jantamos, ainda houve tempo para um passeio ao miradouro e depois de aconchegarmos as meninas recolhemo-nos.