Número total de visualizações de página

19 de junho de 2011

Ready, Set... Can't Go :(

A vida por vezes troca-nos as voltas e desta feita questões familiares impedem-me de participar nesta passeata que me habituei a fazer nos últimos 3 anos. Disse passeata porque deste que o Agent se lembrou de fazer 15.000 Km's numa Vespa, tive de alterar a escala de classificação kilométrica:

1- Até 1.000 Km: Ida ao café
2- Até 5.000 Km: Passeata
3- Até 10.000 Km: Passeio
4- Mais de 10.000 Km: Viagem

Ao Vasco as minhas desculpas por te "abandonar" assim.
À T5 uma palavra de consolação. Estás com muito bom aspecto e não perderás pela demora:





No entanto a "Scuderia Serenissima" com o Nº 14 marcará presença na mesma com o Vasco e o Hugo Oliveira a quem peço o favor de se divertirem à brava.
Tentarei ir ter convosco à chegada a Lagoa.

30 de abril de 2011

Heinkel no Poço da Morte

Via: Lambretista encontrei esta foto de uma Heinkel Tourist 103A2 num "poço da morte":
www.messhamswallofdeath.com
E ao que parece ainda hoje a família "Messhams" faz estas acrobacias, se bem que já não com a Heinkel. Pelo menos é o que eles anunciam Aqui. Não tive tempo para ver o site todo, mas não consegui encontrar alguma Vespa ou Lambretta, mas há lá Indians, Hondas, Kartings...

28 de abril de 2011

Projecto 15 MIL

Andar de scooter é mais que tudo um prazer e existem alguns sortudos que levam esse deleite ao limite.
O Agent, nosso amigo de actividade profissional desconhecida teima em nos fazer uma imensa dor de cotovelo passeando-se pela Europa e África na sua Vespa PX e desta feita arranjou uma excelente desculpa para nuns trinta e tal dias fazer 15.000Km's!! Sim, leram bem!
Este ano o Vespa World Days vai ter lugar na Noruega, mais concretamente em Gjovik. Surgiu-lhe então a ideia de ir lá de Vespa e voltar, mas numa segunda análise do mapa reparou que o Cabo Norte é mesmo ali ao lado (quer dizer)
Bem, já que se vai até à Noruega é "só mais um saltinho" até ao ponto mais a Norte da Europa continental.
E foi mesmo. Saiu hoje de manhã e soube há pouco que está em Burgos.
Faz-nos lá um favor. "Be Safe" e diverte-te muuuito.

Foto de Kes

Foto de Agent
Podem ir seguindo no Facebook



1º Camiti


Qualquer desculpa é boa para fazer estradas de serra, com curva após curva, na minha Heinkel ou noutra qualquer.
Se a isso puder juntar uns amigos, uma noitada na Serra da Freita e a companhia da minha filha, a Francisca, ainda novata nestas andanças, fica o ramalhete completo.
Claro que a culpa disto é o sucesso do ScooterPT Camping, a reunião menos planeada e mais eficiente de Scooteristas Ibéricos em Portugal. Há dois meses atrás diziam alguns que sabia tão bem que deveria ser mais que uma vez por ano! Por acaso não concordo, mas que este tipo de iniciativas são das melhores maneiras de conviver e passear nas nossas rodas pequenas, aí já dou o meu aval. Não pude deixar assim de tentar organizar a minha vida de modo a participar no que se pretende o primeiro de muitos CAMping ITInerante.
O Refúgio da Freita, pequeno parque de campismo ao lado da povoação do Merujal, a 900m de altitude foi o local eleito e de imediato me lembrei que tinha passado por lá no Lés a Lés 2010, no sentido Sul-Norte. Vieram-me à memória as incontáveis curvas que arredondaram os pneus da minha Transalp nesse passeio e imaginei o gozo que poderiam dar de scooter.
Porto, Entre-os-Rios, Castelo de Paiva, Arouca e Serra da Freita. Delineado o percurso, eu e a Francisca na Heinkel, o Bob e o Sérgio nas suas Vespas e lá seguimos pela margem do Rio Douro. Após alguns km's a Heinkel pediu uma afinação no travão de trás que de demasiado afinado estava a dificultar o andamento! A partir daí foi um atacar de curvas delicioso, especialmente entre Castelo de Paiva e Arouca, num troço onde em vinte e poucos Km's se contam mais de trezentas curvas. Uma subida de serra é sempre algo que me surpreende a cada metro pela quase tão radical mudança de paisagem como de temperatura.
Foto de Sérgio Sousa
 Chegados ao parque ao final da tarde, mal desligamos os motores percebemos o prazer do silêncio que se desfruta nestes locais.


Lá foram chegando mais uns amigos, uns de scooter, outros de carro, uns que ficaram para dormir e outros que apenas apareceram por um pouco. Consta até que os houve a aparecer com rodas de mais de 16''!
Uma boa jantarada, pontuada por um incidente quase preocupante de uma LML excessivamente cobiçada.

Conversa até às tantas e por culpa do conforto da "cabaninha" acabei por perder o passeio da manhã mas aproveitei para ver os estragos no travão de trás da Heinkel.
Foto de Hugo "Bob" Cardoso
Decidimos então ir procurar almoço a Arouca que até já ficava no caminho de regresso para o Porto.

Enquanto estava a ser difícil encontrar algo melhor que uma pastelaria, apareceu-nos um individuo de BMW GS acompanhado pelo filho numa BMW R60, uma esplêndida peça antiga, que percebendo a nossa dificuldade nos encaminhou para um magnífico restaurante, meio caminho de novo serra acima. A subir os travões faziam menos falta por isso até teve piada andar para trás. Não conseguimos ficar lá menos de umas duas horas, dada a imponência da posta que nos foi servida. Confortados e com mais uns quilos lá regressamos à contagem contínua de curvas que de novo por Arouca nos levou a Castelo de Paiva. Não atravessamos o rio aqui, preferindo seguir pela margem sul até Vila Nova de Gaia numa estrada menos típica mas confortável de fazer.
Foto de Sérgio Sousa
 Em resumo, CAMITI sim, sem dúvida. Venham mais que lá estarei. Obrigado a todos pela companhia em viagem e no parque e um beijinho especial para a Francisca, a única loirinha do CAMITI.

19 de março de 2011

Inquérito IMTT


Através do blog "Menos um Carro" soube que está a decorrer um inquérito publico para a elaboração de um "Plano Nacional de Promoção da Bicicleta e de Outros Modos de Transporte Suaves".
Não é muita a informação disponível sobre o assunto, mas parece ser uma intenção de juntar ideias e necessidades da população em termos de mobilidade em pequenos percursos, de forma a legislar no sentido de facilitar ao cidadão a utilização deste meio de transporte, o que seria de louvar.
Preencher inquéritos é no mínimo penoso, mas já que estamos em ano de CENSOS, aproveitem o lanço para dar a vossa opinião, pois é assunto do nosso grande interesse, podendo vir a ser um contributo inestimável para a melhoria das condições dos ciclistas no dia a dia.

Link para o Inquérito

Participem e divulguem.
Eu já o fiz.

8 de março de 2011

O Remorquero Sitiado

Associar um passeio de scooter a aproveitar a pouca neve que temos por cá era por demais aliciante. Assim não pude deixar de aceitar a sugestão do Vasco para participar nesta fresca iniciativa do VCL, com uma variante, decidi levar comigo a minha filha.
Isso implicou, dada a pouca experiência da Francisca como pendura, ir de enlatado com a Heinkel a reboque. Um pouco contra natura para as minhas preferências e as da Heinkel, mas afinal não faltariam durante o fim de semana estradas maravilhosas por onde esticar as rodas. Embora amuada, a Heinkel lá subiu para o atrelado e deixou-se amarrar. Depois de uma viagem sem história ao passar a Covilhã e o altímetro acordou. Telefonema para o Serra, atrelado e Heinkel deixados na Pousada e ainda não tínhamos chegado ao restaurante já o jantar nos esperava na companhia de uns 20 ou 30 comensais bem dispostos. Neve nem vê-la a não ser por uns montículos perdidos, sujos e com ar compacto. Senti-me um pouco desanimado sem imaginar o que nos esperava. A meio do jantar entre dois copos de vinho e com a voz toldada pela... altura?, alguém anuncia que estava a nevar e muito.
Foi fantástico ver a paisagem cobrir-se rapidamente com um manto alvo e sentir os flocos gelados a tocar a cara. Poucos resistiram a interromper o repasto para admirar o espectáculo. As três ou quatro Vespas que estavam á porta e o meu carro começavam a confundir-se com a paisagem. Decidi voltar à pousada pois esperava o Vasco que já tardava. Não me lembrava de conduzir num piso tão escorregadio! Apesar de pesado o carro teimava em não manter a rota que lhe pedia e ao tentar subir a rampa de acesso à pousada percebi como isso seria difícil ou no mínimo perigoso. Deixei-o na beira da estrada, perigosamente perto da pá dos limpa-neves que começavam a passar a velocidades alucinantes para as condições e subi a pé. A CN gelada com o seu cavaleiro enregelado tinham acabado de transpor a custo os últimos metros e estacionavam ao lado da Heinkel, ainda manietada no seu atrelado e já esbranquiçada. Descemos de carro uns 100m para o Vasco ir jantar e tivemos que regressar a pé. O carro nem para a frente nem para trás. Meia noite e com a neve e o nevoeiro a dominar já a paisagem, chega o Mauro a ter de fazer uso do descanso da sua 300 para não resvalar a meio da rampa.

Uma referência para os vespistas que de Aveiro chegaram já ao nascer do sol, a terem de subir a serra nos rastos dos pneus da Pick-up do Duarte. Começamos a perceber que a aldeia das Penhas da Saúde seria o nosso reduto para o fim de semana, como realmente acabou por acontecer. Na impossibilidade de pisar alcatrão optamos pelo plano B e fizemos vida entre o conforto dos excelentes quartos da pousada, o restaurante, um bar nas proximidades e a sala de convívio. Brincadeiras na neve e uns copos no bar, palpites à tuga aos carros atolados na neve dos visitantes domingueiros, bilhar, matrecos e televisão.

Acabou por ser uma boa oportunidade para pôr a conversa em dia e descobrir, graças a um comentário da Francisca, mais um motivo pelo qual gostamos destas scooters. Depois de nos ouvir conversar sobre as nossas aventuras e desventuras em duas rodas, comentou-me em privado: Pai, vocês gostam dessas scooters antigas porque elas avariam, não é? :)
Calhando ela tem alguma razão. Pena tive que as condições não nos tivessem permitido dar uns passeios, pois gostava de lhe mostrar que há muito mais nesta actividade. Ficará para uma próxima. Regresso no domingo pelo meio dia, facilitado pela melhoria das condições meteorológicas e da ajuda do grupo que até parou o trânsito para me facilitar as manobras com o atrelado de onde a Heinkel nem chegou a sair. Na descida para a Covilhã voltou-me a sensação de vazio por não ter feito nem um metro em duas rodas, misturada com o prazer que tive em ter levado a minha filha comigo.


Em balanço resta-me esperar pelo próximo para voltar a tentar aproveitar a serra de scooter. Nos mesmo moldes ou talvez não, mas espero que de novo com a companhia da Francisca. E a vossa, claro.