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23 de fevereiro de 2012

Kinder "Nortada" Surpresa

Hoje fui trabalhar de bicicleta. Por si só isto não tem lá muito de especial.
Moro a uma cota de cerca de 100m e trabalho a uma cota de 40m. Já voltar para casa é outra história!
Como me decidi a não deixar "morrer" a Nortada do Miguel (ainda estou para perceber donde veio o nome!), fui nela.
No regresso, o barulho que fazia começava a preocupar-me! Considero que as minhas "skills" de mecânica estão ao nível de uma criança de 4 anos a brincar com Legos, mas mesmo assim fui eu que afinei a bicicleta.
A cada pedalada ela estalava, chiava e resmungava... mas andava. Chegado ao paralelo o barulho que ela fazia assemelhava-se a um Trabant com um milhão de Km's a descer um corta-fogos duma mata de terreno rochoso com os pneus vazios e a mala aberta!
Chegado a casa resolvi tentar descobrir o que diabo chocalhava tanto, porque era mesmo isso. Chocalhava! Olhei de um lado, do outro, abanei e virei-a de rodas para o ar. Nem sei bem para quê, mas virei. Ouvi o chocalho mover-se!
Resolvi começar a desmontar. Primeiro o selim... e não foi preciso mais nada:
Estavam dentro do quadro três chaves de bocas!
Estou para ver que surpresas mais me reserva esta velo-menina com nome de fenómeno meteorológico. :)
Miguel, troco as chaves por companhia ao almoço.

21 de fevereiro de 2012

Anti Apocalipse Scooterista

Venho aqui assumir publicamente e envergonhadamente que já não sei que gasolina tenho nas scooters e suspeito que os pneus precisam de ar.
Mas não baixo os braços. O anunciado e pelo vistos já chegado Apocalipse Scooterista vai ter de lutar muito para ficar.
O próximo passo é encher o depósito:

A responsabilidade da história

Disse-vos atrás que bicicleta para mim nem vê-la. E é verdade. No entanto arranjei uma solução transitória e de uma maneira curiosa. Como já referi estou a trabalhar num projecto a pedais (que por acaso nunca mais sai) e o Miguel da Veloculture ao saber ofereceu-me uma bicicleta incompleta que já não usava, para ver se eu conseguia aproveitar algumas peças. Mais uma vez obrigado, Miguel.
Mas eu achei que era um crime estragar uma bicicleta como aquela, de alumínio, travões de disco e outros requintes que tais e devolvi-lha! Acabou por ir parar ás mãos do Bob da Veloculture que estava a trabalhar também num projecto. Uns dias depois liguei-lhe e perguntei se ela estava muito mais incompleta. Não a tinha usado. Pedi-lhe se ma cedia e comecei a completa-la. Não é uma citadina, mas a verdade é que acaba por ser bastante prática e depois de um selim novo, pneus, corrente e pedaleira, já tenho bicicleta para mim :) Obrigado aos dois.

Esta semana a história ganha outros contornos quando, no passado Domingo, fui dar um passeio de bicicleta com a minha mulher. Antas, Ribeira, Foz, Matosinhos... e no caminho encontro o Miguel. Reconhecendo a bicicleta conta-me um facto que me deixa com um peso considerável nos ombros. Foi com esta bicicleta que ele, na pele de "Velho Lau", se iniciou no ciclismo urbano!
Quer isto dizer que tenho à minha guarda a primeira bicicleta de uso urbano de um dos três sócios da Meca que é a Veloculture! Tentarei estar à altura.
Abraço e obrigado

Rodas finas

Ok, eu sei que finas não é sinonimo de pequenas e que uma bicicleta não é uma scooter, mas existem mais coisas que as ligam que as separam. São citadinas, práticas, dão gosto usar e ainda cabem na garagem.
Depois de anos a ganharem pó por falta de uso e incentivado primeiro pela minha filha e depois por amigos comuns ao meio scooterista e ciclista, resolvi dar alguma atenção ao pedalar.
A miúda mudou este ano lectivo para uma escola que não é suficientemente perto para ir a pé nem suficientemente longe para transportes públicos ou carro. Surgiu-lhe então a ideia da bicicleta. Tirei o pó a uma bicicleta do Bike Tour, afinei-a (mais ou menos) e ela lá começou a pedalar no dia a dia com isto:

Como na adolescência a estética é muito valorizada, começou a dizer-me que era pena que não fosse verde e outras coisas que tal. Peguei de novo no espanador e fui buscar a minha antiga roda 26". Vai de desmontar, pintar, juntar uns componentes novos como pára lamas, pneus de uso mais citadino, porta-couves, saco de guiador,  luzes, guiador novo, selim mais largo e de gel, campainha, conta km's e a antiga bicicleta de montanha transformou-se quase numa citadina:

Faz agora a vida dela de forma saudável, prática e ecológica.
Ainda cá por casa anda uma outra, esta sim híbrida mesmo, que é de utilização familiar. Ou seja, não é de ninguém mas todos a montam :)
Ultimamente a miúda tem feito por chegar primeiro à garagem para a conseguir surripiar. Falo claro da Electro Bike Tour, já aqui relatada e que tem sofrido uns melhoramentos e nível estético e mecânico também. Agora está assim:

Tem sido uma excelente opção para pequenas deslocações na cidade.

Entretanto a branca acima passou para as mãos da minha mulher para uns passeios principalmente lúdicos.
E eu? Eu nada. Para mim ainda não tenho nenhuma, apesar de estar a trabalhar num projecto, mais ou menos para mim e de que que vos falarei em breve.

8 de janeiro de 2012

Gatos da Viela ou Ferramenta de Apertar


Tanto me faz, na verdade. Vou explicar, então.
Apesar de não ser totalmente viciado em enlatados, passo algum tempo a secar dentro deles. Mas também uso as duas rodas motorizadas sempre que posso e o Metro é também uma das minhas alternativas. Isto tem-me permitido conhecer algumas pessoas ligadas ao mundo das duas rodas e dois, aliás três deles, juntaram-se e resolveram abrir uma loja de bicicletas. A Velo Culture.

Na verdade é mais que uma simples loja de bicicletas. É um espaço onde se cultiva também o estilo de vida que está associado a esta opção. Ou seja uma vida "Not so Fast", com tempo para ver por onde passamos, sorrir para o buliçoso ritmo citadino em vez de estar preso nele e ao parar ter uma sensação de leveza e bem estar que não consigo descrever. Só sentir. Sem querer pretender ser ambientalista, alternativo ou discorrer sobre um veículo sustentável e agradável, a bicicleta é realmente algo que aconselho experimentar.
Mas voltando à sensação de leveza, isto foi sentido claro, antes de desmontar, pois não tenho propriamente uma preparação física que evite que as pernas pareçam gelatina nos primeiros passos. Dizem-me que passa!
Assim depois de duas semanas a acompanhar as obras de instalação da loja, no típico espaço que é o Mercado Municipal de Matosinhos, ansiava já pela inauguração, que aconteceu ontem, dia 7/1/2012.


Também eu cheguei a pedalar, apesar de numa modesta bicicleta do Bike Tour do ano passado, que rapidamente e quase envergonhadamente encostei à parede mais próxima, de tal forma destoava das dos convidados presentes e das que a loja comercializa. Viam-se Fixed, Single Speed, City Bikes, Eléctricas, Dobráveis, Home-Made, Cargo-Bikes, Nacionais, MTB's, de corrida, tudo... Crianças, Teenagers, Pessoal menos novo um bocadinho, miúdas, pais, filhos...
A minha atenção dividia-se entre o admirar destes diferentes tipos de bicicletas e o tentar responder à simpatia das pessoas que se aglomeravam já no passeio por na loja já não haver espaço para mais ninguém. Entre aperitivos e cerveja tradicional, elogios e cumprimentos, visitas das edilidades locais e grupos que chegavam e partiam, chegou o ponto alto da festa, mas também o meu mais receado. A Alley Cat Race, ou em Português a Corrida do Alicate! Uma corrida informal, com um percurso pequeno e pontos de controle, que cada um faz na ordem que preferir, em grupo ou sozinho, pelo passeio ou pela estrada. Estava com vontade de participar, mas um pouco intimidado por tanta gente habituada a pedalar com regularidade. Não pensei mais e inscrevi-me. E ainda bem, pois apesar das desvantagens que sentia ter, a verdade é que consegui chegar ao fim sem percalços de maior e cumprir assim num tempo sofrível todo o percurso. Não cheguei em primeiro, é verdade, mas também me pareceu que esse não era o único objectivo do passeio. A ideia era também pedalar um pouco ao ritmo de cada um. E foi isso que fiz. Os primeiros 100 metros foram uma tortura com as pernas a acusarem a falta de habituação, mas um pouco depois já o Farol da Boa Nova estava à vista, chegar às Vareiras foi canja e a Igreja do Senhor de Matosinhos foi alcançada sem que sequer tivesse de ir pelo caminho mais curto. Valeu-me o arranque tardio de um dos participantes, para evitar que o meu nome ficasse num dos topos da lista :)

Valeu-me também a companhia de ciclistas mais calmos e a temperatura baixa que nisto até ajuda.
Tive pena de não ficar para jantar, mas para a próxima está prometido, como está prometida também a repetição da participação nas próximas passeatas. Obrigado a todos pelos agradáveis momentos e muito boa sorte para o Miguel, o Hugo e o Sérgio com a sua Veloculture, bicicletas e estilo de vida.
Passem por lá que não darão o vosso tempo por perdido depois de verem as verdadeiras obras de arte que eles lá têm.
Um ultimo comentário. Passem na vossa garagem, encham os pneus da bicicleta que lá está esquecida há anos e experimentem. Mas um aviso: Podem gostar!