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18 de novembro de 2012

Grupo Motard CGD

Apesar da palavra "Motard" me fazer alguma impressão, acho que em Português temos melhor, motociclista, por exemplo, a verdade é que já faço parte deste grupo há uns tempos, sem nunca ter tido no entanto oportunidade de me reunir com os seus membros, apesar de alguns serem já meus conhecidos.
Assim , quando recebi um mail a anunciar este último encontro de 2012, enchi-me de brio e decidi desta vez não faltar.
Não terá sido assim muito bem escolhido o evento, pois não se tratava de um passeio, mas sim um encontro e como sabem eu gosto um bocado de esticar as pernas na estrada acompanhado por amigos.
Daria pelo menos para estar com alguns amigos e conhecer outros.
Assim, com as minhas habituais reservas, lá me comprometi a ir ter com eles almoçar a um local com uma paisagem deslumbrante que é a albufeira da barragem da Aguieira.
Saída do Porto de manha na Transalp, pela auto-estrada com as nuvens a ameaçar chuva da grossa e que veio mesmo a cair incessantemente durante quase todo o dia. Uma hora e meia ou assim e já estava no ponto de encontro combinado, de onde rumamos para um simpático restaurante. Boa comida, boa companhia e já que não se andava do moto, aliás só apareceram 4 motos!!, fui tirando umas fotos. Muito bem recebido pelos que me reconhecem, que trataram logo de me apresentar aos restantes, percebi que se viva um salutar e divertido ambiente familiar e profissional. Sim, porque também se trabalhou! Este grupo organiza, com frequência mensal, uma actividade.
Normalmente um passeio algures, com actividades não só gastronómicas incluídas, sendo que se por um lado fiquei a saber que para o ano vai haver Rafting, (presumo que sem sem as motas), por outro fiquei na dúvida em relação a uma viajem internacional, pois metia aviões e não sei se motas!
Abandonei a reunião a meio para poder honrar compromissos que tinha no Porto para o jantar, com uma saída "à francesa", para não interromper os trabalhos. De certeza que não levaram a mal.
Regresso a começar ainda de dia, já sem chuva mas com o piso molhado e a Transalp a mostrar de novo porque é que é uma trail a sério (Not too fast, Not too tall, Not too strong), levando-me até casa ao ritmo que o sol caía.
Auto-estrada, acordar cedo, chuva... não é bem uma das minhas combinações preferidas, mas deu para uma viagem tranquila (e um bocado molhada) e para testar a capacidade do meu fato de chuva e do novo pneu traseiro. Ambos aprovaram.
Se vos apetecer, se bem que pode interessar mais aos intervenientes, algumas fotos em formato de filme semi-editado, ou seja, coladas à balda e com a primeira banda sonora que me veio à mão.
Abraço e para a próxima quero ir de novo.

Grupo Motard CGD from Rui Tavares on Vimeo.



Nowhere too far



1 de novembro de 2012

Electro Bike Tour IV

Na sequência disto:
Electro Bike Tour, disto Electro Bike Tour II e disto Electro Bike Tour III, já tardava um ponto de situação.

Se leram o sugerido acima, então a sequência dos acontecimentos é fácil de adivinhar.
A bateria foi substituída por uma a sério (LiFePo), levou um selim melhor, um guiador mais alto, pára lamas e mais umas coisinhas para ficar mais útil e citadina. E claro que alguns (vários) componentes foram trocados por outros de melhor qualidade, para garantir a fiabilidade necessária a um conjunto a pesar cerca de 25Kg.
O resultado foi, evidentemente, a usurpação pela minha filha desta e-bike.
De facto, ela gostou tanto dela e da liberdade que lhe proporciona, que quando a quero eu , tenho que a reservar, ou amarra-la com um aluquete :)
Reservei o dia de hoje para dar noticias, porque a bicicleta completou hoje 1.000 Km de utilização, sem problemas e nunca se recusando a nada. Nem à chuva.
E, merecidamente, quando vou trabalhar com ela, até tem honras de direito de estacionamento na garagem da Direcção.
Ora espreitem lá:







Uma montagem feita em casa, low-cost e a rivalizar em tecnologia e performance com o que apenas se consegue comprar com quatro dígitos na etiqueta do preço.

31 de outubro de 2012

Volta ao Mercado em Bicicleta

No sábado passado fui visitar uns amigos que resolveram levar a cabo uma iniciativa gira, misturando mercados municipais, bicicletas, roupa e comida.
Chamaram-lhe Volta ao Mercado em Bicicleta e foi uma festa no Espaço Quadra do referido mercado, onde não faltou nada.
Bike Sprints, Bike Polo, filmes, exposição de coisas giras, copos e comida de rua servidas em duas carrinhas tão interessantes como a comida que serviam.
Tudo organizado e preparado pela Velo Culture, Douro Bike, Menino & Moça, LeCoq Sportif, Roda Livre, Comida de Rua, Polo & Bike, Post e Porto Bike Polo e com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos.


























 Como tenho a mania que aguento pedalar mais que 30 segundos, a descer e entre dois cigarros, lá peguei numa bicicleta dobrável, que por acaso até é de um deles, e fui de novo candidatar-me ao último lugar na Alley Cat Race, posição que normalmente não desprezo, ganhar é para os que têm pernas.
E consegui o lugar. Mas desta vez não gostei lá muito.
Não sem algum esforço e com as mão cheias de óleo de ter de recolocar duas vezes a corrente que teimava em saltar da pedaleira, lá cheguei ao primeiro posto de controle:



Mas no regresso, a corrente acabou por saltar definitivamente e lá tive de trazer a Dahon à mão.
Se dúvidas ainda tivesse em desistir, a ponte móvel, aberta, decidiria por mim:



Enfim.



23 de outubro de 2012

ScooterPT Camping - Take Six

 De novo a marcar o fim da época dos encontros, passeios e concentrações por este país fora, este ano ainda menos profícua por causa de uma tal de "crise" que consta ter a capacidade de entupir carburadores, concorrente directa portanto das moscas dos lados da Figueira, alguns amigos e simpatizantes do ScooterPT  viraram os débeis faróis das suas anciãs scooters para sul, norte ou oeste, para recordarem os prazeres de dormir com os costados no chão e o ronco dos vizinhos.
Algumas faltas a vermelho para um par de amigos que anda para aí a brincar com bicicletas, e muitos cartões verdes para os que teimam em gostar disto.
Sabem o que é o "isto", não sabem?
Não? Eu explico.
Imaginem que têm na garagem uma scooter velha que embirra em não morrer de vez. Imaginem que vocês embirram em gostar de avariar nela. Imaginem que têm espalhado pelo país uma data de amigos com a mesma psicose.
Imaginado?
Então agora condensem esses visionários todos num parque de campismo sem organização, sem catering, sem mordomias....
O resultado é o contrário do esperado. Em vez do apocalipse vivem-se momentos com amigos que o são porque gostam de o ser. Passeia-se porque sabe bem. Cozinha-se porque se tem fome. Resmunga-se porque sabe sempre a pouco. Mas sabe bem no sábado. Muito bem.
Sabe a azedo no Domingo. Porque está a acabar.
Os suspeitos do costume com as parvoíces do costume.
Um suspeito que já tardava compensou o tempo perdido.
Scooters com encosto?
Burros a conduzir?
Afinal há febras?
Tanto cacete!
Base de banheira de 1 metro por 70!
Almoço na Lagoa da Ervideira, passeio à praia de Pedrogão.
Chega à uma da manhã e desaparece às 7!
Deixa um rasto de Jet Fuel.
Não se acanhem que eu fico para trás na minha FL2 :)
Fonte da Pedra tem burros e p.....
Bifanas, entrecosto, vinho e cerveja.
O resto... stays in Tamanco
By Paulo Salgado

By Paulo Salgado
By Paulo Salgado

Heinkel e FL2 49,98€
Isto é mais difícil que pescar


The man
 



Canseira
Canseira II
Alforges???!!!
?
??
Tenho de novo um travo azedo na boca. Apetecia-me mais
Obrigado a todos

22 de outubro de 2012

Alto Douro a dois e em duas rodas (não muito pequenas)

A imagem do saco das compras a ser arrancado da mão de um peão à passagem da minha mulher numa Suzuky TS50, nunca me abandonou.
Na altura ainda minha namorada, a Graça usava as duas rodas motorizadas com o à vontade herdado dos tempos em que de bicicleta pedalava à volta da casa de Amarante onde vivia, durante horas enquanto ao mesmo tempo lia as suas bandas desenhadas favoritas.
Assim mais tarde nem o peso pesado da Heinkel lhe metia receio.
Mas com o passar do tempo e a experiência da estrada, começou a perceber os riscos do binómio juventude/motos preferindo deixar de as usar.
Por tempo demais, creio. Passou a olhá-las com um misto de receio e vontade, mas a maturidade ganhava sempre.
Até à bem pouco tempo, só as usava esporadicamente e como pendura, creio que apenas para me fazer a vontade, mas só em passeios pequenos.
Até estas férias!
Como acabamos por ter mais uns dias livres do que estávamos a contar quando as planeamos em Janeiro, surgiu-me a ideia. Não me pareceu ainda a altura para lhe sugerir que voltasse a conduzir, mas para fazer um passeio maior que ir à praia ou às compras em dia de futebol, talvez...
Comecei a arquitectar o plano. Reuni-me dos necessários cúmplices e da lista das possíveis desculpas que ela poderia arquitectar.
Problema: A miúda vai começar a escola
Solução: A miúda já tem 18 anos. (e tem relógio)

Problema: As tuas motas são "velhas" e podem avariar
Solução: Levamos a Transalp. (passei horas a verificar tudo o que era parafuso)

Problema: Não tenho onde levar a roupa
Solução: Comprei e instalei uns alforges (obrigado Bob)

Problema: Não gosto de campismo
Solução: Reservei hotel (recomendação do acima referido)
.
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E por aí fora, desmontou-se questão a questão.
E ela alinhou!
Pela primeira vez desde à muito, senti-me algo ansioso ao começar uma viagem/passeio de moto. Não queria MESMO que nada corresse mal. E correu tudo bem.
Arrancamos numa quinta-feira de manhã, depois de descobrir que ela é muito melhor que eu a arrumar malas, tendo conseguido pôr tudo apenas na Top-Case. Ganhou assim o direito de me começar a fazer as malas daqui para diante:)  Depois de um bom pequeno almoço, apanhamos a N108 logo desde o Porto. O destino foi a Régua. Não muito longe nem ao lado de casa. Nada de auto estradas nem muito trânsito. Por mim tinha-me mandado para Sanabria ou coisa que o valha, mas aí ela não alinharia. Iria sozinho e não era isso o que eu pretendia.
Logo nas primeiras curvas percebi que levava atrás alguém que sabia andar de moto. A antecipar bem as travagens e as acelerações, a acompanhar nas curvas... mas sempre a velocidade de passeio, pois era disso que se tratava. Um passeio. O destino era apenas um pretexto. A acompanhar o Douro até Entre-os-Rios e daí a subir e descer serras até Mesão Frio. Paisagens deslumbrantes e curvinhas deliciosas. Tão que por vezes levava uma palmada no capacete para ter mais calminha. A Transalp serpenteava pelas nacionais, a gostar tanto como eu.
Parávamos a cada 50 ou 60 minutos, pois as costas e mais abaixo da pendura acusavam a dureza do banco de uma Trail e também falta de hábito, claro. Aproveitávamos para o cigarrito, com um telefonema sossegar a irmã que não gosta de riscos maiores que atravessar a rua no semáforo verde para os peões em épocas de racionalização de combustível, e para olhar as serras ao longe.
De novo a acompanhar o rio, senti-a mais relaxada. Aí recordei que ela não é especialmente adepta de alturas ou estradas com ribanceiras dos lados! Na próxima escolho um local mais plano!
O dia estava ideal. Pouco quente e sem vento. Chegados a Peso da Régua não dispensamos uma sande de presunto com um fino a acompanhar, numa boa sombra. Retemperados arrancamos para o Hotel que ficava na outra margem a 10 ou 15 minutos. Foi uma sensação nova para mim. Chegar a um destino de mota com a minha mulher. Mesmo não sendo já crianças, senti-me a viajar com a namorada. E estava.
Check-in no Delfim Douro que recomendo vivamente e passeio a pé pelas vinhas que de moto já lhe chegava nesse dia.
O ambiente no meio das vides não é fácil de descrever. O aroma, o silêncio, o calor, a história do néctar que dali nasce. Meia dúzia de fotos e depois de mudar as vestes para o jantar (sim, na Top-Case até coube uma roupinha para o jantar), um esplêndido repasto ao ar livre, na esplanada do hotel, com deslumbrante paisagem, até se fazer noite cerrada. Duas de conversa, um copo (de Porto, claro) nos cadeirões do bar e por hoje chegava.
O dia nasceu cinzento. Tinha chovido de noite, mas agora não. Ameaçava, no entanto. Incomodava-me viajar à chuva com a Graça, por isso mantive-me atento ao horizonte enquanto desfrutava do pequeno almoço. Felizmente lá começou a melhorar, ou pelo menos quis acreditar que sim, e depois de mais umas horitas de relaxe, voltamos à estrada, desta feita pela margem sul do Douro, seguindo a N222 e algumas municipais que bordejavam o rio. Rapidamente apanhamos o ritmo da curva e contra curva que nos embalava ao atravessarmos pinhais e aldeias escondidas. Por alturas de Cinfães e Castelo de Paiva, o cinzento chumbo do céu fez-me considerar a hipótese de pernoitarmos por lá e umas pingas soltas ajudavam à ideia, mas chegados a Entre os Rios onde atravessamos de novo para a margem norte, a ideia e as nuvens carregadas dissiparam-se enquanto contemplávamos a beleza do local na Marina local. Pormenor curioso, um barco turístico que tinha visto a sair da Régua ao mesmo tempo que nós, cruzava o local onde outrora existira a ponte Hintze Ribeiro, cujo colapso em 2001 ceifou dezenas de vidas. Estávamos já perto de casa e a minha pendura acusava algum cansaço. Deixamo-nos assim de novo embalar no ritmo das curvas e em pouco tempo estávamos a petiscar já perto do Freixo numa ensolarada esplanada, com o mesmo barco a passar diante de nós :)
Acho que protelei tanto escrever este pequeno relato porque isso significa que o passeio acabou, mas também significa que fica aberta a porta para mais Km's destes com o lugar de trás reservado para a Graça. Próximo objectivo lá no horizonte? Conduzir ela uma, claro. Mas antes vou tratar de preparar mais uma ou duas escapadelas destas.
Obrigado Graça.