Celeiros, fechados há décadas. Apenas uns fiapos de sol entram pelas fendas da madeira seca e velha.
Pó, muito pó. Artigos atulhados uns sobre os outros cobrem... isso mesmo. Scooters. 20 Heinkels fazem companhia a Cezzetas, Vespas, Lambrettas, Durkopp Diana, Puch RL, Zundapp Bella, NSU Prima, Peugeot, Gogo's.... desde 1970.
É na Holanda e o dono verdadeiramente colecciona-as. Pena que cobertas de pó e entulho.
Uma caverna de Aladino. Deliciem-se.
Uma dica de Erik Lenderink
Relatos e comentários sobre o prazer e o desafio de viajar com rodas pouco maiores que os buracos na estrada. rui.faria.tavares@gmail.com
3 de abril de 2013
2 de abril de 2013
Heinkel scar
A marca do logótipo da Heinkel, ainda hoje a tentar a eternidade, na fachada da antiga fábrica de Rostock
30 de março de 2013
Oporto Lambretta Day
Eu sei que parece o nome de um qualquer evento scooterista primaveril, mas não. O sol hoje brindou a Invicta e eu decidi passear um pouco com a minha scooter mais vibrante.
Até porque precisava de espairecer um pouco, respirar e as scooters a mim ajudam-me a respirar.
Passeio sem escolha de itinerário, conduzindo ao acaso.
Soube bem.
Esta ultima foi no inicio de uma tentativa de encontrar um local da minha antecedência familiar, já escondido por mato, obras, estradas e escadas. Foi abortada a meio pelo esconder-se do sol, por caminhos com pouco mais de um metro de largura, ladeados por ribanceiras e ribeiras.
Não tirei fotos, mas vai merecer nova tentativa e aí tratarei de documentar.
Sinto-me um pouco mais leve.
Até porque precisava de espairecer um pouco, respirar e as scooters a mim ajudam-me a respirar.
Passeio sem escolha de itinerário, conduzindo ao acaso.
Soube bem.
| Jardim Arca D'água |
| Mãe D'água ao fundo |
| Jardim da Cordoaria |
| Ramalho Ortigão |
| Feira de rua. Cândido dos Reis |
| Sé |
| Muralha Fernandina |
| Escada dos Guindais |
| Ribeira do Porto. Maré (muito) cheia |
| Ponte D. Luís |
| Ribeira |
| Postigo do Carvão (molhado) |
| A caminho do Cais de Quebrantões em Gaia |
Esta ultima foi no inicio de uma tentativa de encontrar um local da minha antecedência familiar, já escondido por mato, obras, estradas e escadas. Foi abortada a meio pelo esconder-se do sol, por caminhos com pouco mais de um metro de largura, ladeados por ribanceiras e ribeiras.
Não tirei fotos, mas vai merecer nova tentativa e aí tratarei de documentar.
Sinto-me um pouco mais leve.
20 de março de 2013
Serrafallus
Andar em auto estrada de Vespa não é a minha primeira escolha, mas a T5 é uma Vespa diferente. É uma Pole-Position e não me deixa mal nesses lugares. O tempo, gerido com cautela, só assim permite que na tarde de trabalho de sexta-feira caiba o devaneio de rumar ao ponto mais alto de Portugal com duas rodas pequenas empurradas por um motor de 125cc.
Primeira etapa até Albergaria, com compasso de espera onde aproveitei para fazer um amigo
Até que o Vespão do Barreto tardou mas chegou.
Mais via rápida, agora em câmara mais lenta, que o Vespão gosta de viver a vida com calma, e à medida que a altitude aumenta, a temperatura desce. Muito. Ao passar na Torre, já se via a Serra coberta de neve há muito, mas com a estrada desimpedida. O frio faz suspeitar que cada poça de água seja uma mancha de gelo e o ar rarefeito obriga a um esforço adicional dos pequenos motores.
Penhas da Saúde. Paramos. Era este o destino. Éramos quase os primeiros. Minutos depois chega a comitiva sulista, a derreter os motores a subir da Covilhã. De novo se percebe o que não é de explicar. Ao rever os amigos constata-se que o tempo longe pouco conta. O partilhado é que importa.
Instalamo-nos. Com febre de Serra alguns voltam a descer para o repasto. Eu e outros preferimos jantar por ali.
A meteorologia brinda-nos com mais neve. Brincamos com ela. Tentamos cair poucas vezes.
Não queremos sossegar. De noite dizemos parvoíces à volta da lareira e gravamos marcas na neve. De dia desafiamos a probabilidade de estradas fechadas e arriscamos transformar as scooters em quebra-gelos.
Viajamos. Em Manteigas há tabaco. Vamos lá fumar. Não nos apetece sossego.
Em Janeiro de Baixo há lugares bonitos. Vamos lá ver. Chove. É noite. Com os pneus que o viajante dos 15.000Km's não gosta, cada minuto foi um desafio e um prazer. A hora do jantar vai passar. Que importa? Estamos a viajar e com amigos. A viseira embacia, mas o farolim da que me precede ainda se vê. Quase. A neve no largo da pousada desafia-nos. E aceitamos o desafio. Brincamos como putos para descobrir o Ibero e marcamos o território.
Vamos comer bolo de aniversário não sei de quem à "discoteca" local. As colunas são roufenhas. E depois?
Também se dorme, mas pouco.
De manhã atraso-me sempre. Alguns não podem esperar, outros sim.
Os que rumam a sul saem primeiro. Despedimo-nos com um até já. Porque é mesmo até já. O tempo longe pouco contará.
Rumo a norte pela Torre na companhia de duas Lambrettas. Paramos na Torre. Muita neve e ainda mais frio.
A G.N.R. avisa-me: Está a chegar uma tempestade. Descemos para Sabugueiro. E sempre vinha uma tempestade. E vinha dali. Tivemos de a atravessar. Vento forte, gelo na estrada, frio, nevoeiro. Seguia na frente e pela primeira vez usei efectivamente os quatro piscas. Com visibilidade mínima a descida foi desafiante, mas a prova de queijo na aldeia fez valer a pena. O tempo lá se compôs e as Lambrettas acompanharam sem esforço. Albergaria de novo. As Lambrettas não avariaram. Despedidas e um até já.
Cinco da tarde já no Porto. Dormito no sofá, mas preferia acordar e ser sexta de novo.
Obrigado
Primeira etapa até Albergaria, com compasso de espera onde aproveitei para fazer um amigo
Até que o Vespão do Barreto tardou mas chegou.
Mais via rápida, agora em câmara mais lenta, que o Vespão gosta de viver a vida com calma, e à medida que a altitude aumenta, a temperatura desce. Muito. Ao passar na Torre, já se via a Serra coberta de neve há muito, mas com a estrada desimpedida. O frio faz suspeitar que cada poça de água seja uma mancha de gelo e o ar rarefeito obriga a um esforço adicional dos pequenos motores.
Penhas da Saúde. Paramos. Era este o destino. Éramos quase os primeiros. Minutos depois chega a comitiva sulista, a derreter os motores a subir da Covilhã. De novo se percebe o que não é de explicar. Ao rever os amigos constata-se que o tempo longe pouco conta. O partilhado é que importa.
Instalamo-nos. Com febre de Serra alguns voltam a descer para o repasto. Eu e outros preferimos jantar por ali.
A meteorologia brinda-nos com mais neve. Brincamos com ela. Tentamos cair poucas vezes.
Não queremos sossegar. De noite dizemos parvoíces à volta da lareira e gravamos marcas na neve. De dia desafiamos a probabilidade de estradas fechadas e arriscamos transformar as scooters em quebra-gelos.
Viajamos. Em Manteigas há tabaco. Vamos lá fumar. Não nos apetece sossego.
Em Janeiro de Baixo há lugares bonitos. Vamos lá ver. Chove. É noite. Com os pneus que o viajante dos 15.000Km's não gosta, cada minuto foi um desafio e um prazer. A hora do jantar vai passar. Que importa? Estamos a viajar e com amigos. A viseira embacia, mas o farolim da que me precede ainda se vê. Quase. A neve no largo da pousada desafia-nos. E aceitamos o desafio. Brincamos como putos para descobrir o Ibero e marcamos o território.
Vamos comer bolo de aniversário não sei de quem à "discoteca" local. As colunas são roufenhas. E depois?
Também se dorme, mas pouco.
De manhã atraso-me sempre. Alguns não podem esperar, outros sim.
Os que rumam a sul saem primeiro. Despedimo-nos com um até já. Porque é mesmo até já. O tempo longe pouco contará.
Rumo a norte pela Torre na companhia de duas Lambrettas. Paramos na Torre. Muita neve e ainda mais frio.
A G.N.R. avisa-me: Está a chegar uma tempestade. Descemos para Sabugueiro. E sempre vinha uma tempestade. E vinha dali. Tivemos de a atravessar. Vento forte, gelo na estrada, frio, nevoeiro. Seguia na frente e pela primeira vez usei efectivamente os quatro piscas. Com visibilidade mínima a descida foi desafiante, mas a prova de queijo na aldeia fez valer a pena. O tempo lá se compôs e as Lambrettas acompanharam sem esforço. Albergaria de novo. As Lambrettas não avariaram. Despedidas e um até já.
Cinco da tarde já no Porto. Dormito no sofá, mas preferia acordar e ser sexta de novo.
Obrigado
22 de fevereiro de 2013
Estragos
Duas maneiras de estragar uma Heinkel ao longo dos tempos.
Asas?:
Triescape?
Haja paciência.
A boa noticia é que está à venda. Renasce assim a esperança de um dono mais respeitador.
Asas?:
Triescape?
Haja paciência.
A boa noticia é que está à venda. Renasce assim a esperança de um dono mais respeitador.
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