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4 de fevereiro de 2017

Reutilizar, Reciclar, Reaproveitar

A segunda bicicleta verde.

Quem se dedica a algo em particular acaba por acumular peças fora de uso.
Uma das coisas de que gosto é de bicicletas.
Gosto de andar nelas e gosto de mexer nelas.
Por isso nos últimos anos tenho abraçado alguns projetos neste ramo, suficientemente bem sucedidos, como por exemplo esta elétrica, esta para a Graça ou esta para os dois. Houve ainda uma para o namorado da minha filha. Era uma bicicleta de montanha, suficientemente bem equipada para permitir umas passeatas pela lama e umas descidas divertidas. Usada apenas duas vezes, os amigos do alheio gostaram tanto dela que a resolveram subtrair da minha garagem mesmo antes de eu ter tempo para uma sessão fotográfica. Um revés que me trouxe à estaca zero no que diz respeito a poder ir passear com o rapaz. Fica aqui expresso o meu desejo de que se mandem por uma ribanceira abaixo. Com força.
Com o regresso do Inverno e portanto com mais tempo em casa, questionei-me que projeto poderia abraçar.
Um amigo, ao arrumar a arrecadação onde guarda o lixo, preparava-se para deitar fora um quadro de montanha, velho, amassado, arranhado, sujo e feio, mas em alumínio e reforçado. Fiquei com ele.
Desci à minha garagem e recolhi todo o material também velho, usado, obsoleto, avariado ou esquecido que por lá havia.
Juntei uns rolamentos de direção novos, uma folha de lixa e uma lata de tinta em spray.
Mexi tudo muito bem com a ajuda de ferramentas adequadas, mãos sujas de óleo e a utilização tolerada pela minha mulher de uma divisão cá em casa.
Duas semanas depois surgia uma bicicleta pronta para andar na terra. Verde como a Francisca gosta. Tem um tamanho um pouco pequeno para o rapaz, por isso decidi que a iria oferecer à minha filha. É o tamanho certo para ela e com o espigão de selim longo que instalei e um guiador com elevação, vai servir também para o namorado dela. Partilham.
Vejam lá se gostam, então.

 

 

 










 


 
 



Agora é andar um pouco com ela e fazer as afinações finais.
Obrigado ao Bob da Horta das Vespas pelo quadro, dicas e afinações finais.





16 de novembro de 2016

Vespa Clube de Lisboa



As lides do scooterismo nacional só foram por mim conhecidas a partir de 2005.
Na altura em que comecei a restaurar a Heinkel, previa que iria apenas fazer uns passeios sozinho, tal como em 1979, altura em que o meu avô me ofereceu essa mesma scooter.
Durante o processo conheci alguns entusiastas da Heinkel, que muito me ajudaram e pouco depois de sair à rua o ScooterPT cruzou-se comigo.
A partir daí o caminho para as pessoas do VCL foi uma linha curva, curva após curva, a 80Km/h embalado.
Tive o privilégio de conhecer gente amiga, pura e simpática.
Nos últimos 8 anos este clube foi liderado pelo João Máximo, um tipo estupidamente simpatico, que soube rodear-se de pessoas que com ele conseguiram levar o clube a atravessar sem danos os conturbados últimos anos, na continuação do bom trabalho que vinha já a ser feito pelas anteriores direções.
Ao que parece este mandato estará a terminar pelo que quero agradecer ao Máximo e sua equipa o bom trabalho levado a cabo.





Como? Se havia fotos melhores? Não. Mas havia piores!



8 de novembro de 2016

Electro Vespa

Foi mostrada na feira de Milão, a nova Vespa elétrica a comercializar pela Piaggio já em 2017.
Tem ares de Vespa Primavera da nova geração, portanto parece uma Vespa moderna qualquer, mas sem tubo de escape
O aparecimento de veículos com estas novas motorizações não só é de esperar, como virão a ser essenciais para cumprir as metas esboçadas no acordo de Paris.
As duas rodas movidas a eletrões não são novidade, existindo até alguns marcas grandes na corrida como a BMW com as C, scooters de marcas menos conhecidas e muitas construídas "em casa" sobre plataformas de máquinas a combustão interna.
Falta, obviamente torna-las acessíveis e suficientemente autónomas. De resto são soluções bem reais e que inevitavelmente virão a fazer parte do nosso panorama rodoviário.
Em conclusão, as velhinhas de que gostamos serão cada vez mais clássicas. Tratem-nas bem.
Quanto a isto das elétricas, gosto! Podiam era tirar os cromados azuis e os outros elementos que sugerem a motorização. Não servem para nada.



O selo que o carteiro trouxe


E as minhas prendas de aniversário continuam a chegar.

Desta vez pela mão do carteiro e por ordem de um amigo de infância, o Miguel Salazar.
Trata-se de uma magnífica edição limitadíssima do Rui Heinkel na sua Lambretta, com um ar marcadamente "esgazeado", após ter cumprido um passeio de 2000Km's na Handa Nagazoza, a Lambretta do motor laranja envenenado.
Obrigado Miguel Salazar.


7 de novembro de 2016

O Logo da Heinkel

No dia em que comemorei o meu aniversário dei por este artigo no blogue de um amigo:
http://hortadasvespas.blogspot.pt/2016/10/rui-heinkel-venha-buscar-sua-prenda.html

Tenho estado caladinho, receando que fosse engano. Convenhamos que um Logo da Heinkel, feito à mão e oferecido não aparece todos os dias.
Hoje fui confirmar, e era mesmo a minha prenda de aniversário do "Bob".
Obrigado Hugo. Imagino que deves ter ferido os dedos várias vezes naqueles contornos das asas, mas mesmo assim não desististe. Respect.

Muito obrigado




Já agora sabiam que ele faz coisas destas por encomenda?
Espreitem aqui: https://www.facebook.com/chavetreze/

31 de agosto de 2016

A Zorra e os tipos do pedal



A Rota da Zorra vai ser um Evento de BTT e Caminhada, de cariz solidário, organizado pelo grupo de amigos "Dar ao Ped@L", os quais tiveram já uma vez a paciência de me levar a passear.
Com a simpatia e disponibilidade deles, vai com certeza ser uma manhã gira a 9 de Outubro e valerá com toda a certeza os cinco euritos que pedem. Essa nota reverte na totalidade para os trabalhos de restauro da "Zorra" http://www.fanzeres-saopedrodacova.pt/index.php/noticias-2/noticia/34-destaque-2/1037-restauro-da-zorra
Sabem o que é uma Zorra, certo? Esta em particular, a Zorra n.º 53, transportava carvão entre São Pedro da Cova e Massarelos, em 193 e qualquer coisa, estando neste momento no Museu Mineiro de S. Pedro da Cova.
E como eles são verdadeiramente bons anfitriões, andaram a fazer choradinho às empresas da zona e vão conseguir com os trocos que lhes sacaram, oferecer-nos o seguro, umas coisitas para comer e beber, lavam-nos a bicicleta e pelos vistos a nós também. Esta ultima  parte também acho um bocado estranha, mas pronto. De qualquer forma acho que não é obrigatório e podemos voltar para casa a cheirar um bocado, mas com a bicicleta a brilhar. Se já te convenci a aparecer, vai a esta página https://daraopedal.com/ que é o site deles (sim, também há sites sem ser no Facebook :) ) e tens lá uma ligação para a inscrição.
O pior é que tens de acordar cedo para estares creio que às 9 no Museu Mineiro de S. Pedro da Cova e depois pedalar uns 30 Km's. Se bem que sendo num Domingo é uma boa alternativa a ficar a amassar as almofadas do sofá a ver o Breaking Bad pela enésima vez e a deprimir porque os dias estão mais pequenos e passadas três semanas vamos entrar no horário de Inverno.
Se fores como eu, vais perder-te vinte vezes ao tentares encontrar sozinho o ponto de partida e quando deres por ela andaste às voltas e estás nas traseiras da tua casa sem saberes como. Para reduzir as possibilidades de tal acontecer, acho que é melhor escreveres esta morada no GPS ou no telemóvel.
R. Marginal de Vila Verde, 253, 4510-324 São Pedro da Cova, ou 41°09'46.7"N 8°30'34.9"W
Espero que estejam corretas... e se não estiverem também lá vou eu parar. Bebemos umas cervejolas, dizemos uma parvoíces e voltamos para casa com as bicicletas limpas à mesma.
Que vos parece?