Mesmo aqui no meu quintal, a Serra de Valongo oferece imensos trilhos para passear de bicicleta e observar paisagens desafogadas.
Hoje apeteceu-me ir até lá, mas também movido pela preguiça, lembrei-me de ir de Lambretta.
Afinal a "Handa Nagazoza" tinha que fazer jus às letras da matricula.
Segui assim até à Aldeia de Couce e reconhecendo o percurso que já fiz a pedal no sentido inverso, resolvi continuar.
Ao inicio o estradão de terra batida, buracos cheios de água e muita lama não colocaram grandes dificuldades, até que num local com algumas casas, um ancião recomenda-me seguir em frente, pois pela esquerda era só serra. Agradeci-lhe e para espanto dele, disse-lhe que era mesmo isso que eu queria.
À medida que o trilho piorava, cheguei a considerar dar meia volta, mas que diabo, estava a saber bem e a paisagem era já fenomenal. Aparece-me uma subida íngreme, em lousa e assustei-me um pouco. Não de cair, mas os cantos afiados destas pedras embirram em tentar cortar os pneus. Arrisquei.
Chegado ao cimo dou com uma equipa florestal num jipe, que me pergunta como diabo cheguei la acima "naquilo"! Oferecem-se para me tirar dali a Lambretta. Declino educadamente e explico que para estar num local com aquelas vistas tudo vale a pena. Concordam e já que quero continuar, dão-me o numero de telemóvel deles para se tivesse problemas mais à frente. Não tive.
Embrenhei-me pelo meu conhecido trilho, sempre em baixa velocidade e atenção máxima à lama e a poças de água de profundidade desconhecida. Uma delas ainda me molhou os pés, mas a magnifica preparação que a Motocentral fez no motor, permitiu-me chegar à Santa Justa sem percalços e todo enlameado.
Valeu mais que a pena.
Relatos e comentários sobre o prazer e o desafio de viajar com rodas pouco maiores que os buracos na estrada. rui.faria.tavares@gmail.com
21 de outubro de 2019
14 de outubro de 2019
Porquê?
Ando de mota porque gosto.
Quando ficar demasiado velho para a usar, ela guardará as minhas lembranças.
Entretanto vou conhecendo pessoas que comigo partilham experiências e momentos.
Já me molhei, senti frio, calor, medo. Já caí, já me magoei, já me levantei.
Dentro do capacete já sorri muito, falei sozinho, cantei e talvez até já tenha chorado.
Já vi lugares maravilhosos e vivi experiências únicas.
Já curvei com destreza profissional e já conduzi como um aprendiz.
Parei mil vezes para sentir um lugar.
Já tive ajuda de desconhecidos e ajudei quem nunca tinha visto..
Saí de casa triste e voltei em paz.
Sei sempre que é perigoso e tento nunca deixar de ter medo.
Não é apenas um mero meio de transporte nem uma máquina com rodas. Não é um objeto de moda, nem um sinal de nada.
Quando me perguntam porquê, não sei responder. Por vezes suspeito que parte das sensações que me fazem sentir quem sou, estão em andar de moto.
Quando ficar demasiado velho para a usar, ela guardará as minhas lembranças.
Entretanto vou conhecendo pessoas que comigo partilham experiências e momentos.
Já me molhei, senti frio, calor, medo. Já caí, já me magoei, já me levantei.
Dentro do capacete já sorri muito, falei sozinho, cantei e talvez até já tenha chorado.
Já vi lugares maravilhosos e vivi experiências únicas.
Já curvei com destreza profissional e já conduzi como um aprendiz.
Parei mil vezes para sentir um lugar.
Já tive ajuda de desconhecidos e ajudei quem nunca tinha visto..
Saí de casa triste e voltei em paz.
Sei sempre que é perigoso e tento nunca deixar de ter medo.
Não é apenas um mero meio de transporte nem uma máquina com rodas. Não é um objeto de moda, nem um sinal de nada.
Quando me perguntam porquê, não sei responder. Por vezes suspeito que parte das sensações que me fazem sentir quem sou, estão em andar de moto.
9 de outubro de 2019
Nacional 304
O Parque do Alvão é atravessado pela Estrada Nacional 304, um percurso com 34 quilómetros com bom piso, largura suficiente, curvas ritmadas e uma vista absolutamente deslumbrante.
Steve Sutcliff, jornalista britânico, conduziu um Ford Focus ST durante uma mão cheia de dias na N304 e no vídeo “Europe’s Greatest Driving Roads” considerou a N304 “um regalo, não só pelas curvas ritmadas, mas porque em três dias terei visto menos de 20 automóveis a percorre-la.
Há outras estradas que seguem para Norte e para Sul, pelo que acho que a desafiante e um tanto sinuosa N304 não é pêra doce para muitos, mas para condutores experientes, sendo um percurso inesquecível.”
Eu, o Rogério e o David fomos espreitar.
Steve Sutcliff, jornalista britânico, conduziu um Ford Focus ST durante uma mão cheia de dias na N304 e no vídeo “Europe’s Greatest Driving Roads” considerou a N304 “um regalo, não só pelas curvas ritmadas, mas porque em três dias terei visto menos de 20 automóveis a percorre-la.
Há outras estradas que seguem para Norte e para Sul, pelo que acho que a desafiante e um tanto sinuosa N304 não é pêra doce para muitos, mas para condutores experientes, sendo um percurso inesquecível.”
Eu, o Rogério e o David fomos espreitar.
1 de outubro de 2019
13º ScooterPT Camping
Ultimo fim de semana de Setembro.
Não é uma concentração. Não há organização, inscrições, gincanas nem porco no espeto.
Não se sabe quem aparece nem há confirmações.
É apenas um ponto no mapa onde alguns amigos com o gosto comum pelas scooters, uma vez por ano e desde 2007, se encontram para conversarem ou para o que lhes apetecer. Na verdade o primeiro foi em 2001, sob o nome de Portugal Vespa, mas só os dinossauros é que se recordam
Por vezes trazem carro, esposa, filhos ou motas grandes, mas a maioria vem de scooter. Máquinas velhas, novas, assim-assim, restauradas, reparadas ou nem por isso. alguns conseguem lá chegar a rolar, outros a empurrão.
Dormem em tendas, cabanas, auto-caravanas ou como calha.
Mantém um código de conduta único: WHITSIT.
Assim, se gostavas de saber como foi, tinhas de ter aparecido.
Ai, não fui porque não tinha tempo, era longe, estava frio... Há quem apareça de calções e camisola porque nem tempo teve de ir a casa depois do trabalho... e mesmo assim aparecem. Há quem gripe o motor a caminho e mesmo assim chegam. Há quem desmarque o próprio casamento para ir (a sério).
-Caixa de óculos na valeta.
-Eu tenho Internet.
-Ia com o jipe avariado para eles se entreterem.
-Vocês dão-me sono
-Mais vale um coração duro que dois pistões moles.
Obrigado a todos. Foi fenomenal.
| (Foto do Mauro) |
13 de agosto de 2019
O elefante verde e a descendente de bombardeiro
Pelos anos 80, andava eu já por aí de Heinkel, conheci o Agenor.
Ele tinha uma magnifica Zundapp KS 601 com side-car num magnifico vermelho e costumávamos dar uns passeios com as nossas mulheres, então namoradas.
Depois de muito tempo sem nos vermos, aqui há uns anos a sorte permitiu o reencontro.
Claro que uma das primeiras coisas que lhe perguntei foi pela Zundapp. Estava guardada numa garagem!
Hoje recebi uma mensagem a anunciar que a mesma tinha seguido para o restaurador. Prometidas ficaram de imediato umas passeatas, com as namoradas, agora nossas mulheres.
O restauro será feito de acordo com as especificações de fábrica do Elefante Verde, nome pelo qual este veículo é conhecido no seu pais de origem.
Deverá ficar mais ou menos assim:
Quase não tenho imagens dessa época, pois ou gastava dinheiro em fotos ou em gasolina. Mas ele tem!
E que magnificas são. Atentem no estilo anos 80 dos protagonistas.
O Elefante Verde em cinzento ainda antes do primeiro restauro. Nada de gozar o penteado pois corria o ano de 1983!
Robusta parelha Alemã
Gravação de imagens para a industria cinematográfica?
Na semana passada, a seguir para o restauro.
Agora é aguardar o regresso que deverá ocorrer lá para a próxima época Primavera/Verão, para as já prometidas passeatas. Até lá irei acompanhar e tentar contribuir com os meus escassos conhecimentos da marca para um regresso em grande.
Ele tinha uma magnifica Zundapp KS 601 com side-car num magnifico vermelho e costumávamos dar uns passeios com as nossas mulheres, então namoradas.
Depois de muito tempo sem nos vermos, aqui há uns anos a sorte permitiu o reencontro.
Claro que uma das primeiras coisas que lhe perguntei foi pela Zundapp. Estava guardada numa garagem!
Hoje recebi uma mensagem a anunciar que a mesma tinha seguido para o restaurador. Prometidas ficaram de imediato umas passeatas, com as namoradas, agora nossas mulheres.
O restauro será feito de acordo com as especificações de fábrica do Elefante Verde, nome pelo qual este veículo é conhecido no seu pais de origem.
Deverá ficar mais ou menos assim:
E voltará a fazer uma bonita parelha com a minha Heinkel, que está mais ou menos assim, mas no seu amarelo de origem:
E que magnificas são. Atentem no estilo anos 80 dos protagonistas.
O Elefante Verde em cinzento ainda antes do primeiro restauro. Nada de gozar o penteado pois corria o ano de 1983!
![]() |
![]() |
![]() |
Mais galãs de cinema, com a Heinkel em amarelo e o capacete Bieffe com uma decoração animada
![]() |
Não me perguntem quem está nas sombras.
![]() |
Agora é aguardar o regresso que deverá ocorrer lá para a próxima época Primavera/Verão, para as já prometidas passeatas. Até lá irei acompanhar e tentar contribuir com os meus escassos conhecimentos da marca para um regresso em grande.
15 de julho de 2019
Aniversários
Nos aniversários é costume haver uma celebração. Um lanche, jantar ou mesmo festa rija.
E depois há as escolhas melhores para celebrar.
O Sergio resolveu fazer anos, de novo. É um hábito que mantem há umas dezenas de voltas ao Sol.
E tal como eu gosta de motas velhas, enferrujadas, quase resgatadas da sucata. E o Hugo também.
Desafiou-nos assim para uma passeata de duas centenas de Km´s, 2657 curvas apertadas, piquenique numa qualquer serra, banho de rio e diversão garantida.
Aceitamos de imediato.
Estou proibido de contar tudo o que se passou, por isso aqui vão as imagens mais fracas de alguns instantes. Poucos, pois ou fotografas ou absorves o momento.
A propósito, sabiam que mesmo aqui ao lado há sítios idílicos onde nem é preciso passaporte? Pois!


E depois há as escolhas melhores para celebrar.
O Sergio resolveu fazer anos, de novo. É um hábito que mantem há umas dezenas de voltas ao Sol.
E tal como eu gosta de motas velhas, enferrujadas, quase resgatadas da sucata. E o Hugo também.
Desafiou-nos assim para uma passeata de duas centenas de Km´s, 2657 curvas apertadas, piquenique numa qualquer serra, banho de rio e diversão garantida.
Aceitamos de imediato.
Estou proibido de contar tudo o que se passou, por isso aqui vão as imagens mais fracas de alguns instantes. Poucos, pois ou fotografas ou absorves o momento.
A propósito, sabiam que mesmo aqui ao lado há sítios idílicos onde nem é preciso passaporte? Pois!

O relato do Hugo aqui.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





































