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19 de setembro de 2020

Corno de Bico da série O Meu Quintal


25/6/2020

Portugal possui santuários de natureza quase intocados.
Muitas vezes por serem (felizmente) locais que nas ultimas décadas eram considerados com pouco interesse económico.
O mais contemporâneo cuidado que temos com a natureza, permitiu que alguns passassem até a ser locais protegidos da massificação turística ou da excessiva exploração imobiliária.
A norte, o Gerês é um bom exemplo de um local que tem sabido preservar os seus tesouros naturais sem ter de os fechar a sete chaves.
Mesmo ao lado existe um local de uma beleza indescritível em que o amarelo do sol contrasta com o verde da natureza de tal forma que nos faz sentir como dentro de uma pintura.
Como se chega os seus pontos mais sensíveis e bonitos apenas por estradões em terra batida, eles mantem a atmosfera calma de uma manhã de primavera. Tanto que sentíamos que até o barulho dos nossos motores estava a mais no local.
Talvez por isso parássemos amiúde para sentir o ar fresco e limpo ou tocar o musgo das árvores.
Este local quase secreto dá pelo nome de: Paisagem Protegida do Corno de Bico.
Fui lá com um meu amigo















.


Claro que estando mesmo ao lado, entramos no Parque Nacional da Peneda-Gerês e fomos visitar a Barragem de Vilarinho das Furnas numa perspetiva diferente. O "Lado B"




Almoço ao estilo marmita e um numero infindável de curvas preencheram o dia.






Andamos mais ou menos por aqui


Bons passeios

3 de dezembro de 2019

Gerês Recon 1




Gosto de serra.
Gosto da solidão dos sítios altos e pouco acessíveis, adoro as estradinhas que nos levam lá e perco-me a explorar pequenas aldeias ainda estão em estado quase natural.
Andar de mota por estes locais é um incrível catalisador de sensação de liberdade. Levar umas sandes, passar por lá um dia e voltar com a alma cheia.
Como área protegida, o Gerês tem tudo isto e muito mais. Especialmente saindo dos locais mais conhecidos e explorados.
A uma hora em auto-estrada (mal necessário) do Porto, resolvi ir fazer um primeiro reconhecimento.
Quase fugi ao ver a confusão de gente na vila com o mesmo nome, mas como tinha levado no GPS um track com alguns pontos interessantes, rapidamente saí das estradas conhecidas e embrenhei-me por caminhos que nem sabemos existirem. Apesar de também haverem estradas limpas, nesta altura do ano a maior parte está cheia de água, terra e folhas. Para onde quer que olhasse via pinheiros, teixos, castanheiros, carvalhos e água, muita água. Por todo o lado existem pequenas quedas de água, fontes e silêncio.
Uma ainda mais pequena estrada encaminha-me a Ermida, uma aldeia serrana com uma forte tradição pastoril, onde a criação de gado tem ainda um peso elevado na economia local. Deambulo em paz pelas suas estreitas ruelas, livres de turistas. Acabo por voltar à estrada maior. Curva após curva, sigo por Fafião e Pincães até Cabril. Tinha vindo tarde e era já mias que hora de almoço. Deparo com um pequeno restaurante, o Ponte Nova (BINA) onde por uma sopa, vitela de cortar à colher, torta de laranja, água, café, simpatia e disponibilidade me pedem 7€. Recomendo.
Por hoje chegaria de reconhecimento.
Atravesso para Frades e sigo pela margem sul do Rabagão até Alqueirão, ainda conseguindo percorrer mais uma ou duas daquelas estradas que aparecem a branco nos mapas.