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12 de fevereiro de 2019

GMCGD pela Tocha

A N109 é um caminho familiar aos scooteristas nortenhos ao rumarem a encontros com os amigos mais a sul. Estrada muito mais calma que a N1, serpenteia por localidades mais ou menos costeiras, levando-nos por ritmos urbanos com aroma a mar e serra.
Desta vez e de novo com o Grupo Motard CGD, fui na mota "grande"recordar Aveiro, Mira ou Ílhavo rumo à Tocha. Acompanhado por dois amigos e ao encontro de outro que de terras de Leiria se juntou a nós para um repasto no Cova do Finfas.
Num excelente ritmo sossegado fomos escolhendo sempre os rumos mais calmos e após a merenda aproveitamos o sol para um passeio a pé pela praia.
No regresso tomamos a estrada que cruza o Pinhal de Leiria, que apesar dos extensos estragos provocados pelos incêndios recentes, é ainda assim um caminho a fazer.
Serviu o dia para nos recordar do privilégio que é morar num país com um clima ameno e de ter amigos para nos acompanhar nestes devaneios.



Foto de David Cabecinhas

Foto de Rogério Magalhães

Foto de Rogério Magalhães





Foto de David Cabecinhas

Foto de Eduardo Mendonça

Foto de Eduardo Mendonça

Foto de Eduardo Mendonça


Foto de David Cabecinhas




18 de janeiro de 2019

Com o GMCGD por Aveiro

Passar a ter mais tempo livre vem com um preço. A necessidade de o ocupar!
A quem sobrevive a semanas de trabalho durante anos a fio, esta pode parecer uma afirmação óbvia e evidente. E desde que seja preenchida é até um prazer.
Com algum tempo de avanço em relação a mim, tenho por amigos um grupo de semi-desocupados que embirram em ser felizes a fazer o que gostam. Quis a sorte que tivéssemos em comum alguns desses gostos.
O Grupo Motard (se bem que eu preferia Motociclista) CGD é uma espécie de agrupamento de colegas que fomenta e apoia o lazer em duas rodas. Sou já membro há muitos anos, mas só ultimamente comecei a conhece-los melhor. Alguns deles partilham comigo uma quantidade generosa de tempo livre. Fui para a estrada com esses. Gostam de comer bem, reúnem-se misteriosamente em lugares discretos, usam motas grandes, modernas e novas. Foi bom estar na companhia deles, rever pessoas e lugares e admirar a dedicação que entregam ao GMCGD, bem patente na paixão com que lasca após lasca foram deglutindo o bacalhau. Aqui mesmo ao lado, em Aveiro. Quase nenhumas fotos.
Obrigado pela companhia.







25 de outubro de 2018

S. Jacinto da Série O meu Quintal

Como nestes dias de Outono tanto a chuva como o sol chegam de surpresa, a decisão de passear de moto é feita em poucos minutos e com o mínimo de logística. A mão cheia de amigos que acompanha o que para aqui escrevinho, já se terá com certeza apercebido da minha recente preferência pela moto "grande" em vez das scooters. Tal explica-se com facilidade. Estas minhas vadiagens pelo quintal são para serem feitas num dia apenas e a Honda amplia generosamente o raio de acção.


Em criança acampava com os meus pais na Torreira e foi até naquele parque que aprendi a equilibrar-me em duas rodas...  na altura ainda sem motor.
Anos mais tarde eu e a Graça passamos uns dias nuns Bungalows um pouco antes de S. Jacinto, atrás de um restaurante de estrada que todos conheciam como "O Francês", hoje desaparecido.
A ultima vez que me recordo de ter estado por aquelas paragens, foi em missão de ajuda à minha filha e amigas, que tinham ido lá acampar e manter a tenda em pé estava a ser um desafio.

Claro que o fato de chuva já anda na mala, mas o dia mostrava-se solarengo. A desculpa esfarrapada foi que me apetecia andar de Ferry Boat! Ou ia para norte... ou para sul. Escolhi percorrer com calma a N109 e a N327 mesmo até ao seu final.
O inicio da 327 não é especialmente interessante, com uma zona industrial feia e um Centro Comercial espetado no meio de um pinhal, perto de Ovar, mas quando a Ria de Aveiro começa a marcar presença à minha esquerda o caso muda de figura. O espelho de água já não tem a imponência de outrora, desde que o sargaço deixou de ser utilizado na agricultura, mas mesmo assim aquelas águas calmas imprimem um ambiente sereno ao local. A estrada foi recentemente melhorada oferecendo agora um tapete liso e seguro. Consegue-se assim fazer calmamente os cerca de 25 km's até ao seu limite, apreciando com calma as curvas generosas e as dunas da reserva natural  que se desenrola à nossa direita. Desde há muito um destino turístico, entre cortado por localidades dedicadas a um misto de agricultura e pesca, o local convida a paragens frequentes para fotografar ou sentir o silêncio do pinhal. A meio caminho, na Torreira, parei para apreciar os cais com embarcações de lazer atracadas ao lado de antigos moliceiros abandonados. Atravessando a localidade o imenso areal da praia convidava a um mergulho, não fosse a temperatura já baixa. Fui espreitar o parque de campismo e com pena verifiquei a total descaracterização e redução da área do mesmo, rodeado por edifícios recentes e ocupado principalmente por casas pré fabricadas.





Ao longo da estrada podem-se ver casas de férias mais ou menos originais, com destaque para uma que foi construída a partir do casco de uma embarcação.




Outro parque de campismo mais à frente, modernizado mais ainda com áreas de tendas e bungalows.


Encontro-me com um simpático casal alemão a viajar de bicicleta com os dois filhos (que diferença de culturas)



e um pouco depois com quatro magníficos MG's descapotáveis, que voltaria a encontrar à entrada do Ferry. Faziam parte de um grupo de 30 que estavam a viajar por Portugal e Espanha.







Esta ligação marítima faz parte da rede de transportes de Aveiro e é utilizada principalmente por locais e militares da Base Aérea de S. Jacinto, assegurando a ligação à zona da Barra a preços ainda não inflacionados pelo turismo.







Após uns 20 minutos de travessia entramos numa área portuária bastante activa e rapidamente estamos no centro de Aveiro. Aqui já se nota a azáfama dos passeios de barco pelos canais tão apreciados pelos turistas. Depois de uma refeição rápida regressei de novo pela N109 e a partir de Espinho sempre junto ao mar.

19 de outubro de 2018

Sabrosa da série O Meu Quintal



Há um grupo de colegas da CGD, não muito no activo, que unidos pelo gosto comum das Rodasgrandes se junta também ocasionalmente para dar uma voltita de um dia.
Escolhem sítios suficientemente perto para não ser necessária preparação e suficientemente longe para saber a passeio. Arranjam uma qualquer desculpa esfarrapada e está feito.
Como agora tenho a minha disponibilidade de tempo generosamente ampliada, chamaram-me. É o Grupo Motard CGD (confesso que continuo a não preferir a palavra Motard. Que mal teria Motociclista?), do qual faço parte já há algum tempo, mas com quem tenho sido muito pouco assíduo.
Desta vez alguém se lembrou que precisava de azeite e que um deles produzia azeite!
Como saberão alguns, andar em auto estrada de moto para ir seja onde for, não costuma ser a a minha primeira escolha, mas mesmo assim resolvi alinhar. Em boa hora o fiz. O alcatrão acabou por ser apenas uma forma de ampliar o raio de acção da passeata e em menos de um ápice a minha veterana Honda Transalp chegava a Sabrosa elegantemente (e um pouco ofegante) acompanhada de máquinas super modernas, alguma vindas de Leiria e Ponde de Sôr. Já não lá ia desde Junho de 2015 por ocasião do 17º Lés a Lés, em que fui a equipa 1 com a minha Heinkel. À nossa espera estava mais do que eu imaginava. A uma visita à Adega Cooperativa de Sabrosa, com respectiva prova de um néctar de incomparável qualidade, seguiu-se uma sessão de aperitivos com o azeite como base e uma magnifica posta num daqueles restaurantes que só os locais conhecem.
Refeição terminada e o nosso cicerone desafiou-nos a fazer uns Km´s por estradas mais que secundárias, levando-nos a locais com paisagens de cortar a respiração, embalados por curvas sem fim. Assim, sim. Afinal valeu a pena. Este tipo de passeio é exactamente o que eu gosto e o que mais poderia eu pedir do que ter cada curva aberta por quem tão bem as conhece?
De volta ao Lagar da Sancha fizemos as compras que serviram de desculpa para o passeio e depressa estávamos de novo no Porto, com 270Km de tempo bem perdido.
Um muito obrigado ao Morgado pela disponibilidade, simpatia e pelas curvas que me ofereceu, quando me abriu caminho numas das estradas mais divertidas que me recordo, como que a estender com a sua novíssima Africa-Twin, o tapete vermelho à minha Transalp.