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7 de outubro de 2017

E-Pedalar na cidade

A mobilidade nas cidades maiores apresenta cada vez mais desafios e dificuldades.
Transportes públicos, andar a pé, partilhar viaturas, são algumas das soluções, ou formas de minimizar os constrangimentos que o transito e o estacionamento colocam.
Também aqui tem lugar a bicicleta. Muito dependente da distância, da topografia e até da segurança, há casos em que este modesto meio de transporte pode ajudar a melhorar as nossas viagens diárias quer seja para lazer ou trabalho.
 Decidi então tentar. Moro no ponto mais alto da cidade e trabalho mesmo no centro, separando-nos uma distancia de apenas 2 Km's mas um desnível de cerca de 40 metros. De fato e gravata, ao fim de um dia de trabalho, são muitos metros!
Aqui há uns tempos atrás adaptei numa bicicleta comum um motor de assistência eléctrica, mas que basicamente tem estado a apanhar pó num canto, mesmo depois deste "Face-Lifting":



Achei assim que era uma boa oportunidade de testar em campo a praticabilidade de usa-la para ir trabalhar, o que fiz durante uma semana.
Foi uma experiência perto da ideal (a ideal talvez fosse ter um motorista privado :) ). Respeitei semáforos, passadeiras, sentidos de circulação e apenas me estiquei um pouco ao circular entre filas de carros parados com gente a desesperar lá dentro. Mesmo fartos de estar em filas intermináveis, a maior parte sorria à minha passagem, aguardava que eu arrancasse nos semáforos, recolhia espelhos para eu me esgueirar entre eles e até afastavam os carros um pouco para o lado. Portanto em termos de circulação nada a apontar. Já no que diz respeito à segurança e apesar de estar habituado a andar de moto, senti-me um bocado exposto no meio de objectos em movimento com mais de uma tonelada. Surpreendeu-me ainda mais a minha aparente invisibilidade aos magotes de turistas e que populam pelo Porto, provenientes de países onde provavelmente o conceito de passadeira com o sinal vermelho para os peões será inexistente.
Onde trabalho existe um excelente parque de motos mesmo à vista do segurança da minha empresa, mas mesmo assim amarrei sempre a bicicleta correctamente.
Foi uma boa experiência. Não creio que vá, pelo menos para já, transformar a bicicleta eléctrica no meu veículo regular de "commuting", mas vou com certeza optar por ela várias vezes no futuro.
Dados técnicos?
A minha bicicleta é uma transformação caseira com um motor de 250W, alimentada por uma bateria LiFePo de 10Amp que demora 2 horas e meia a carregar, o que permite não ir de perna cruzada, mas sim pedalar sem esforço.
Com um carga completa fiz 20 Km's, com o limitador desligado, o que reduz a autonomia mas aumenta a velocidade. Cada viagem demorou entre 6 e 10 minutos a uma velocidade média de 12 Km/h e máxima de 25.
Considerando que para a carregar gastei 0,4 Kw e que o preço do Kw ronda os 0,16€, carregar a bateria ficou por 0,066€. Como fiz 20 Km, cada Km ficou-me por 0,0033€ !!! 0,3 cêntimos!!
E com o prazer adicional de chegar ao destino sempre com um sorriso.

Andar de bicicleta na cidade? Sim.
No caso do Porto uma bicicleta com assistência eléctrica pode ser a ideal? Sim.


Se puderem experimentem.

24 de junho de 2017

Roadbook do Lés 2017

Comecei a passear-me pelo Lés a Lés em 2008. Quase sempre em scooters velhas, atravessei o país por maravilhosas estradas graças à excelente organização do Ernesto Brochado e da FMP. Este ano falhei. Com vontade de fazer algo diferente e aproveitando uma alteração de formato deste passeio que lhe tirou um bocadinho da componente de "endurance" que tanto me atrai, fui passear para o Noroeste Espanhol com uns amigos. Percebi com agrado que o Lés não me esqueceu e mesmo não estando lá, pude desejar um bom dia a todos os participantes graças a foto de mim que incluíram na primeira página do Roadbook da terceira etapa do Lés a Lés deste ano.
Obrigado mas agora vão ter de oferecer uma cópia desse Roadbook 







O da "xinesa"

Apareceu há uns tempos e continuou.
O Miguel Lázaro é familiar do meu companheiro de equipa dos Lés a Lés.
Talvez entusiasmado pelos relatos dos nossos passeios, começou a olhar guloso para as máquinas que o Vasco guarda na garagem. Por reconhecer os bons momentos que estas rodaspequenas proporcionam e talvez com saudades dos seus tempos da "Zundapp de seis", não sossegou enquanto não teve uma. Optou e bem, por uma moderna Sym GTS, uma scooter de "plástico" fiável até ao ultimo parafuso, tendo alinhado logo connosco desde o LaL de 2014.
Sendo um motociclista da geração da lei das 125cc, que há muito não usava as duas rodas, resolvemos de inicio, manter um olhar atento na sua postura na estrada, mas rapidamente percebemos que conduzia com uma desenvoltura idêntica à de quem tivesse passado anos a conduzir motas. Pela regularidade da sua condução e fiabilidade da sua scooter, ganhou de imediato o dever de ser a nossa ancora no transporte de sacos grandes, gasolina e ferramenta. Como não avariava, dava-nos um sossego mental a toda a prova.
Soube sempre aliar à simpatia natural uma boa disposição inigualável e uma capacidade de lidar com escolhas de grupo, tudo no medida certa.
Um ano depois resolveu subir de nível. Agradeceu à "xinesa" os bons momentos e trouxe para casa uma PX125 velha. Daquelas que tanto gostamos. Habituado a bricolage em diversos níveis, depois de poucas horas na garagem, anunciou que estava pronto para o próximo Lés. Numa mistura de sentimentos percebemos que ele tinha finalmente chegado à escolha que lhe permitiria viajar desconfortável, com as mãos sujas de óleo e a roupa a cheirar a fumo, sem saber de que forma iria desenhar a próxima curva, qual o parafuso que cairia a seguir, enfim todas as situações que nos divertem e desafiam quando optamos por máquinas destas. Mas por outro lado tínhamos perdido o único veiculo verdadeiramente fiável na equipa que se propunha continuar a vadiar de scooter. Também nós assim subíamos de nível. Agora seria mesmo sem rede.
E continuou a correr tudo na mesma. Sem duvidas continuou a acompanhar os nossos devaneios scooteristas sempre com um sorriso estampado no rosto, disponível para qualquer ajuda e qualquer caminho.
Há dias alinhou connosco num passeio pela Península Ibérica. De novo mais que integrado no espírito, este amigo de trato fácil não se acanhou em sujar as mãos em intervenções mecânicas de beira de estrada nas motas dos outros, que muitos teriam dificuldade em levar a cabo numa oficina bem equipada.










Obrigado Miguel





21 de junho de 2017

Scooters Bellissimo, California - Viagem de uma vida

O Mark Broadhurst, conhecido preparador inglês de Lambrettas, que fez o favor de há uns anos atrás participar na preparação do motor da minha "Handa Nagazoza", envia-me uma mensagem:

Hi Rui
I hope you are well. I have an American friend and his son touring Portugal on a scooter we did, his other scooter needs some spares . He is in Porto now and I thought you could maybe help him out. Sorry I do not know your phone number. Thanks Mark
 Mark Broadhurst MD - MB Scooters Ltd

Respondi-lhe com o o meu contacto e cinco minutos depois o visor do meu telemóvel indicava um numero com 14 caracteres.
Era o Mark Coffman, dono da Scooters Bellissimo na California, a pedir-me ajuda com um barulho estranho que a LI série II do filho, um simpático miúdo com 17 anos. Fui ter com ele para perceber melhor o que seria preciso. Um rolamento da cambota poderia estar nas ultimas. Um telefonema para um meu familiar com contactos no ramo e em 30 minutos tínhamos na mão o precioso rolamento que com toda a certeza iria evitar que ficasse na estrada. Trocou-o ele descobrindo entretanto que o volante estava também a soltar-se e rapidamente a Lambretta do filho também estava a postos para continuar a viagem que ele está a fazer.
Tendo arrancado de terras de Sua Majestade, tinha já atravessado a Galiza e iria terminar em Lisboa... por este ano.
Tenciona passar a próxima semana em férias por Lisboa, onde a mulher chega hoje de avião e no final deixará as Lambrettas em Portugal de modo que para o ano possa continuar a viajar pela Europa.



Hoje recebo nova mensagem, desta vez do próprio Coffman.
Que estava a caminho de Lisboa, sem problemas e que se eu pudesse passar pelo Hotel onde ele tinha estado, que tinha deixado lá uma coisa para mim como agradecimento...




Obrigado Marco e boa viagem.
Se para o ano voltares vamos beber umas cervejas.



12 de junho de 2017

Galizasturias

Desde que comecei a participar em 2008, o Lés a Lés tem sido o meu passeio "grande" do ano.
Alterações de formato e vontade de passear mais sossegado, levaram-me a fazer um ano sabático deste passeio.
Mas decidi na mesma reservar estes dias na agenda, para passear de scooter entre amigos.
Vamos à Galiza e às Astúrias.
Para cinco dias temos uma mão cheia de pontos de interesse, escritos a lápis numa folha arrancada dum bloco de notas, um mapa da zona, dicas de amigos e quatro Vespas bonitas.
Os de mais a sul arrancam amanhã para a Invicta e quarta-feira seguimos juntos, talvez rumo a Finisterra. Correndo como pretendido no domingo regressamos ao Porto, com mais de um milhar de Km's.
A meteorologia parece disposta a ajudar.
Logo by Vasco Correia da Silva





4 de fevereiro de 2017

Berg 2000Km


Em 2015, contei aqui a evolução de uma bicicleta de supermercado para um brinquedo que gosta de lama.
No passado fim de semana, o conta Km's avisou-me que tinham sido percorridos mais um milhão de metros por trilhos esburacados, caminhos ensopados, tuneis abandonados, denuncias ecológicas, novos companheiros de passeio, análises de velocidade em vias rápidas, subidas difíceis superadas, descidas atrevidas e até uma cambalhota inesperada.
Embora menos variadas que as recolhidas no primeiro milhão, também foram sendo registadas imagens pelo caminho. Resgate de águia incluído.


 


















 

 

 


 




Venham mais 1000, por favor.
Obrigado