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12 de junho de 2017

Galizasturias

Desde que comecei a participar em 2008, o Lés a Lés tem sido o meu passeio "grande" do ano.
Alterações de formato e vontade de passear mais sossegado, levaram-me a fazer um ano sabático deste passeio.
Mas decidi na mesma reservar estes dias na agenda, para passear de scooter entre amigos.
Vamos à Galiza e às Astúrias.
Para cinco dias temos uma mão cheia de pontos de interesse, escritos a lápis numa folha arrancada dum bloco de notas, um mapa da zona, dicas de amigos e quatro Vespas bonitas.
Os de mais a sul arrancam amanhã para a Invicta e quarta-feira seguimos juntos, talvez rumo a Finisterra. Correndo como pretendido no domingo regressamos ao Porto, com mais de um milhar de Km's.
A meteorologia parece disposta a ajudar.
Logo by Vasco Correia da Silva





17 de janeiro de 2016

Uz e Val de Moscas

Para sentir o prazer de ir sozinho, é preciso poder escolher. Tenho a sorte de poder.
Um dia de folga no trabalho, coincidente com uma pausa na chuva, pedia-me para pegar na Vespa T5, rumo às encostas da serra do Barroso e da Cabreira, em busca do local onde foi gravada a curta metragem “Volta à Terra”. Uz é uma pequeníssima aldeia serrana a 1000 mts de altitude com uma dezena de casas, quase todas ainda em granito e uns vinte ou trinta habitantes que sobrevivem do campo. Virada ao sol e com vistas até à Senhora da Graça.
Depois de uns 60 Km’s de auto-estrada sem história, mesmo antes de Ponte de Cavez, na N206, saio para uma estrada municipal a subir. Muito. Rapidamente a temperatura baixa para os 6 ou 5 ºC. Paro para fechar melhor o casaco. A paisagem é já uma amostra do que me espera. Continuo a subir entre campos verdejantes onde pastam as vitelas maronesas e muito gado caprino. Entro em Uz, paro a Vespa em frente à Capela e dou a volta à aldeia em 10 minutos. Só encontro um rapaz a chegar de motorizada, que desaparece dentro de uma das casas e um senhor que arranja um muro que a chuva dos últimos dias estragou. Vejo casas com o telhado de colmo caído, vejo casas arranjadas e arranjos que estragaram casas.
Mas fico pouco tempo. A chuva ameaçava e a temperatura baixava. Volto à estrada até à encosta seguinte da serra da Cabreira, para Moscoso, à procura do “Nariz do Mundo”. Gosto destas estradas solitárias. Transmitem-me uma sensação de paz. Não consigo evitar parar a cada poucos metros para fotografar, ou apenas para ouvir o silêncio. Um rebanho corta-me o caminho. Desligo o motor e aprecio a passagem feita sempre sob a atenção de três magníficos cães. Quando o pastor aparece pergunto-lhe: Onde fica o Nariz do Mundo. Com um sorriso rasgado devolve-me a questão: O restaurante ou o monte? O monte? Já o passou. Volte para trás e siga por um caminho de terra à sua direita. Caminho de terra com uma Vespa? Bem, não seria a primeira vez. Encontro-o e faço uns três Km’s em terra batida, cortada por profundos regos de água. Chego ao fim para ser presenteado com uma magnífica vista sobre o desfiladeiro, outrora conhecido como Picoto do Castro. Valeu totalmente o trabalho que o caminho deu. Fico um pouco a saborear a lugar, o silêncio, a paisagem a saber a liberdade. E o isolamento. Sou convencido pelo vento frio a regressar à estrada. Sigo para Moscoso. Aldeia ao estilo da anterior, mas maior. Já estava a ficar tarde. Vejo a tabuleta do Nariz do Mundo, restaurante e ainda penso em parar. As nuvens escuras que se adensavam ajudam-me a decidir. Faço a estrada de regresso à N206, de volta à civilização.

Tive pena de não ter tido mais tempo. Naquelas encostas existem ainda mais duas ou três aldeias que merecem visita.
Na próxima vez.






















31 de março de 2014

Carrinhas VW

Foi há mais de 20 anos que eu e a minha namorada, agora minha mulher, fomos ver ali para os lados de Arca D'água, uma carrinha VW azul e não em muito bom estado. Movia-me a promessa de liberdade que estes veículos têm feito e cumprido durante anos a milhares de pessoas.
Não concretizamos o negócio e o assunto ficou esquecido.
Bem, esquecido não tanto. Mais adormecido.
Seguiu-se o trabalho, o casamento, filhos, vida real portanto, mantendo o gosto, quase desejo, no estado latente em que ainda hoje se encontra.
Tirando talvez alguns exemplos da beleza feminina, há pouca coisa que os meus olhos sigam instintivamente. Uma carrinha VW é seguramente uma dessas coisas.
Criada por Alemães e com os Brasileiros a ajudar a perpetuar, este modesto veículo continua nos meus sonhos de viagem. Nem que seja na viagem para o lar. Nem que seja Kombi.