Mesmo aqui no meu quintal, a Serra de Valongo oferece imensos trilhos para passear de bicicleta e observar paisagens desafogadas.
Hoje apeteceu-me ir até lá, mas também movido pela preguiça, lembrei-me de ir de Lambretta.
Afinal a "Handa Nagazoza" tinha que fazer jus às letras da matricula.
Segui assim até à Aldeia de Couce e reconhecendo o percurso que já fiz a pedal no sentido inverso, resolvi continuar.
Ao inicio o estradão de terra batida, buracos cheios de água e muita lama não colocaram grandes dificuldades, até que num local com algumas casas, um ancião recomenda-me seguir em frente, pois pela esquerda era só serra. Agradeci-lhe e para espanto dele, disse-lhe que era mesmo isso que eu queria.
À medida que o trilho piorava, cheguei a considerar dar meia volta, mas que diabo, estava a saber bem e a paisagem era já fenomenal. Aparece-me uma subida íngreme, em lousa e assustei-me um pouco. Não de cair, mas os cantos afiados destas pedras embirram em tentar cortar os pneus. Arrisquei.
Chegado ao cimo dou com uma equipa florestal num jipe, que me pergunta como diabo cheguei la acima "naquilo"! Oferecem-se para me tirar dali a Lambretta. Declino educadamente e explico que para estar num local com aquelas vistas tudo vale a pena. Concordam e já que quero continuar, dão-me o numero de telemóvel deles para se tivesse problemas mais à frente. Não tive.
Embrenhei-me pelo meu conhecido trilho, sempre em baixa velocidade e atenção máxima à lama e a poças de água de profundidade desconhecida. Uma delas ainda me molhou os pés, mas a magnifica preparação que a Motocentral fez no motor, permitiu-me chegar à Santa Justa sem percalços e todo enlameado.
Valeu mais que a pena.
Relatos e comentários sobre o prazer e o desafio de viajar com rodas pouco maiores que os buracos na estrada. rui.faria.tavares@gmail.com
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21 de outubro de 2019
3 de junho de 2019
Já Handa
Fui finalmente buscar a Lambretta.
Já tinha saudades dos travões que mal funcionam, de não a conseguir pôr a trabalhar sem colocar todo o meu peso no pedal, da vibração que me adormece as mãos, do barulho ensurdecedor do escape.
Numa palavra, já tinha saudades da imperfeita perfeição do fabricante de Milão.
Ainda estando em rodagem e para evitar tentações, esqueci as vias rápidas e rumei a casa sempre pela costa, parando aqui e ali para admirar "La Bella Italiana"
Obrigado de novo à Motocentral pelo excelente trabalho e dedicação
24 de maio de 2019
Não, não a podes levar
Por mail o Ribeiro anuncia-me que a Handa Nagazoza está pronta. Só faltam umas afinações e arrumar a fiarada.
Obviamente no dia seguinte estava lá eu às primeiras horas da manhã.
Já que aqui estás... o computador isto e aquilo... e noticias da Lambretta nada.
Decido eu perguntar. Sim, só falta arrumar a fiarada no cabeçote e umas afinações, mas olha lá, queres leva-la já hoje?
Arrumar a fiarada e afinar umas coisas é coisa para na Motocentral fazerem em minutos!
Lá me explica. Ela está a andar que se desunha, já ando com ela há dois depósitos e como já sei que tu gostas de ver até onde ela aguenta, desta vez faço eu a rodagem!
E mais nada!
Pode haver coisa melhor que um mecânico que se preocupa connosco?
Obrigado Ribeiro.

Obviamente no dia seguinte estava lá eu às primeiras horas da manhã.
Já que aqui estás... o computador isto e aquilo... e noticias da Lambretta nada.
Decido eu perguntar. Sim, só falta arrumar a fiarada no cabeçote e umas afinações, mas olha lá, queres leva-la já hoje?
Arrumar a fiarada e afinar umas coisas é coisa para na Motocentral fazerem em minutos!
Lá me explica. Ela está a andar que se desunha, já ando com ela há dois depósitos e como já sei que tu gostas de ver até onde ela aguenta, desta vez faço eu a rodagem!
E mais nada!
Pode haver coisa melhor que um mecânico que se preocupa connosco?
Obrigado Ribeiro.
Posso então ao menos dar uma voltinha? Devagar?
19 de maio de 2019
Handa Nagazoza ameaça regressar à estrada
Na continuação do relatado aqui, coloquei mãos à obra e comecei a pesquisar a fundo por um pistão ligeiramente mais largo que me permitisse reutilizar o cilindro. Inicialmente tinha sido pensada uma substituição integral da camisa do grupo térmico, mas quando nos recordamos das horas gastas de lima das unhas na mão, a desenhar e amaciar as generosas janelas do cilindro, reavaliamos as nossas prioridades. No entanto o oversize do pistão que nos poderia permitir usar o cilindro do motor, teria de ser metade do habitual, de forma a não reduzir perigosamente a espessura da bridge da janela de escape. Após algum tempo encontro um fornecedor Italiano com a solução. Telefono-lhe. Confirma que o tem, mas como a marca em questão tem um representante em Portugal, a importação teria de ser feita por ele. Indica-me o contacto e diz-me que vai já colocar um de lado. Um mail para a empresa de cá e 48h depois o pistão está na oficina. O mercado europeu também tem vantagens.
Assim o conjunto rapidamente segue para o retificador, de onde volta com as tolerâncias exatas. A Motocentral tem excelentes contactos.
Está na hora de instalar o grupo térmico no motor, colocar uma nova embraiagem e devolver o motor ao quadro.
Depois de substituir tudo o que é cabos de aço e alguma fiarada eléctrica, o próximo passo será escolher o carburador e reanimar o coração laranja da Handa Nagazoza.
Stay tuned.
Assim o conjunto rapidamente segue para o retificador, de onde volta com as tolerâncias exatas. A Motocentral tem excelentes contactos.
Está na hora de instalar o grupo térmico no motor, colocar uma nova embraiagem e devolver o motor ao quadro.
Stay tuned.
15 de abril de 2019
A irreverência da adolescência
Não há como escapar. O crescimento, principalmente na fase da adolescência, vem sempre acompanhado de mais ou menos dores, atropelos, asneiras e atrevimentos.
É o sentir todo o sistema afinado e a trabalhar em conjunto, é a comparação com os outros, de preferência com vantagem, é até o desafio dos limites pessoais porque sim.
Não sendo isto um mal em si, é um processo que convém ser acompanhar, monitorizar, ajudar e orientar.
É de uma realização pessoal inigualável quebrar barreiras e exceder limites.
E na verdade é também assim que se conhece e dá a conhecer capacidades e limitações. Percebe-se o que há a melhorar e aceita-se o que vai ficar assim.
Mas este processo por vezes traz estragos, sendo de uma importância fulcral medi-los e minimiza-los. Tentar tirar do horizonte de excessos o que possa trazer danos irreversíveis e simultaneamente aproveitar os momentos de experiência com os riscos controlados.
Foi o que aconteceu com a "Handa Nagazoza"! Depois de muitas estradas percorridas a tentar perceber as potencialidades do motor tão cuidadosamente preparado pela Motocentral no inicio de 2014, surgiu o momento em que a perda do óleo especialmente concebido para as rotações que ele agora atinge, na sequência de um percurso mais duro fora de estrada, não restou alternativa senão usar um óleo normal para continuar a saga do Lés a Lés com que se estava a desafiar. Esta situação obrigaria, até se conseguir adquirir um lubrificante à altura, a um andamento mais moderado. A chatice é que o prazer de viajar com amigos em máquinas igualmente rápidas, leva a que se venha a esquecer, com alguma facilidade, esta limitação temporária e, Km após Km, se aperte um pouco mais com o acelerador. Até que, mesmo no centro geodésico de Portugal, ele disse chega! A velocidade excessiva, o calor do dia e uma subida acentuada, uniram-se para fazer o motor desta vigorosa Lambretta gripar! Felizmente sem consequências físicas para o piloto, o bloqueio da roda traseira ameaçava o final da aventura mesmo ali, a mais de um dia do seu término.
Não era só por mim que a situação previa uma desilusão com o fim precoce da aventura. É que tal como os Mosqueteiros, um por todos e...., este acontecimento poderia ditar o fim do divertimento de quatro amigos. Não podia ser. Pelo menos sem antes tentar tudo.
Saco de ferramentas para fora e começa-se a desmontar o grupo térmico. Depressa começamos a perceber que apesar de bloqueado, o motor não parecia ter quebras nos componentes. Uma pequena luz no horizonte. Com os conhecimentos conjugados de mim, do Miguel e do Paulo na criação de uma inteligência comum supervisionada pelo olhar atento da câmara fotográfica do Vasco, ponto a ponto fomos analisando os danos e tentando libertar o motor. Até que conseguimos. Graças à qualidade dos materiais usados na transformação que apesar da dilatação excessiva não partiram, o motor soltou. Faltava conseguir que trabalhasse. Após um acontecimento destes, a compressão no cilindro fica seriamente afetada e como todo o conjunto está afinado para um certo nível de performance, coloca-lo de novo a trabalhar não se afigura nunca uma tarefa rápida. Mas na verdade passa apenas por empurrar! Vigorosamente, é verdade, mas é apenas empurrar. Éramos quatro e a estrada subia... e portanto descia também. Iniciamos a saga de forçar o motor a rodar, à maior velocidade possível e durante bastante tempo. Já todos com as pernas esgotadas e com o final da descida a aproximar-se rapidamente, começávamos a considerar desistir. Até que o motor dá o primeiro sinal. Débil, quase inaudível, mas deu um sinal. Gritei para o resto dos "empurradores" que não desistissem agora, reparando nessa altura que dois jaziam já exaustos na berma. Restavam eu e o Miguel. O Miguel é um lingrinhas, mas com uma capacidade muscular equivalente a um rebocador industrial. Mais uns metros (que pareceram quilômetros) e o motor começa a funcionar!
Êxtase coletivo. Enquanto um mantinha o motor acelerado os outros recuperavam o folego e iam corrigindo as afinações para o novo estado do motor.
Sucesso. Uns 60 minutos depois da paragem forçada, estávamos já de novo a curvar como se não houvesse amanhã e apesar da perda de alguma potencia, a Lambretta completou com sucesso a viagem, retornando a casa sempre a trabalhar.
Depois de uns largos meses (mais de um ano... ou dois) de repouso, voltou agora à Motocentral para avaliar os danos e tratar da reparação. Já se percebeu que o cilindro é recuperável, o pistão não. Aguarda-me agora a tarefa de conseguir encontrar novo pistão com as características corretas, o que num motor com uma preparação não de série nunca é fácil. Já agora olhamos de lado para o carburador e percebemos que era engraçado colocar um maior!
Veremos.
É o sentir todo o sistema afinado e a trabalhar em conjunto, é a comparação com os outros, de preferência com vantagem, é até o desafio dos limites pessoais porque sim.
Não sendo isto um mal em si, é um processo que convém ser acompanhar, monitorizar, ajudar e orientar.
É de uma realização pessoal inigualável quebrar barreiras e exceder limites.
E na verdade é também assim que se conhece e dá a conhecer capacidades e limitações. Percebe-se o que há a melhorar e aceita-se o que vai ficar assim.
Mas este processo por vezes traz estragos, sendo de uma importância fulcral medi-los e minimiza-los. Tentar tirar do horizonte de excessos o que possa trazer danos irreversíveis e simultaneamente aproveitar os momentos de experiência com os riscos controlados.
Foi o que aconteceu com a "Handa Nagazoza"! Depois de muitas estradas percorridas a tentar perceber as potencialidades do motor tão cuidadosamente preparado pela Motocentral no inicio de 2014, surgiu o momento em que a perda do óleo especialmente concebido para as rotações que ele agora atinge, na sequência de um percurso mais duro fora de estrada, não restou alternativa senão usar um óleo normal para continuar a saga do Lés a Lés com que se estava a desafiar. Esta situação obrigaria, até se conseguir adquirir um lubrificante à altura, a um andamento mais moderado. A chatice é que o prazer de viajar com amigos em máquinas igualmente rápidas, leva a que se venha a esquecer, com alguma facilidade, esta limitação temporária e, Km após Km, se aperte um pouco mais com o acelerador. Até que, mesmo no centro geodésico de Portugal, ele disse chega! A velocidade excessiva, o calor do dia e uma subida acentuada, uniram-se para fazer o motor desta vigorosa Lambretta gripar! Felizmente sem consequências físicas para o piloto, o bloqueio da roda traseira ameaçava o final da aventura mesmo ali, a mais de um dia do seu término.
Não era só por mim que a situação previa uma desilusão com o fim precoce da aventura. É que tal como os Mosqueteiros, um por todos e...., este acontecimento poderia ditar o fim do divertimento de quatro amigos. Não podia ser. Pelo menos sem antes tentar tudo.
Saco de ferramentas para fora e começa-se a desmontar o grupo térmico. Depressa começamos a perceber que apesar de bloqueado, o motor não parecia ter quebras nos componentes. Uma pequena luz no horizonte. Com os conhecimentos conjugados de mim, do Miguel e do Paulo na criação de uma inteligência comum supervisionada pelo olhar atento da câmara fotográfica do Vasco, ponto a ponto fomos analisando os danos e tentando libertar o motor. Até que conseguimos. Graças à qualidade dos materiais usados na transformação que apesar da dilatação excessiva não partiram, o motor soltou. Faltava conseguir que trabalhasse. Após um acontecimento destes, a compressão no cilindro fica seriamente afetada e como todo o conjunto está afinado para um certo nível de performance, coloca-lo de novo a trabalhar não se afigura nunca uma tarefa rápida. Mas na verdade passa apenas por empurrar! Vigorosamente, é verdade, mas é apenas empurrar. Éramos quatro e a estrada subia... e portanto descia também. Iniciamos a saga de forçar o motor a rodar, à maior velocidade possível e durante bastante tempo. Já todos com as pernas esgotadas e com o final da descida a aproximar-se rapidamente, começávamos a considerar desistir. Até que o motor dá o primeiro sinal. Débil, quase inaudível, mas deu um sinal. Gritei para o resto dos "empurradores" que não desistissem agora, reparando nessa altura que dois jaziam já exaustos na berma. Restavam eu e o Miguel. O Miguel é um lingrinhas, mas com uma capacidade muscular equivalente a um rebocador industrial. Mais uns metros (que pareceram quilômetros) e o motor começa a funcionar!
Êxtase coletivo. Enquanto um mantinha o motor acelerado os outros recuperavam o folego e iam corrigindo as afinações para o novo estado do motor.
Sucesso. Uns 60 minutos depois da paragem forçada, estávamos já de novo a curvar como se não houvesse amanhã e apesar da perda de alguma potencia, a Lambretta completou com sucesso a viagem, retornando a casa sempre a trabalhar.
Depois de uns largos meses (mais de um ano... ou dois) de repouso, voltou agora à Motocentral para avaliar os danos e tratar da reparação. Já se percebeu que o cilindro é recuperável, o pistão não. Aguarda-me agora a tarefa de conseguir encontrar novo pistão com as características corretas, o que num motor com uma preparação não de série nunca é fácil. Já agora olhamos de lado para o carburador e percebemos que era engraçado colocar um maior!
Veremos.
8 de novembro de 2016
O selo que o carteiro trouxe
E as minhas prendas de aniversário continuam a chegar.
Desta vez pela mão do carteiro e por ordem de um amigo de infância, o Miguel Salazar.
Trata-se de uma magnífica edição limitadíssima do Rui Heinkel na sua Lambretta, com um ar marcadamente "esgazeado", após ter cumprido um passeio de 2000Km's na Handa Nagazoza, a Lambretta do motor laranja envenenado.
Obrigado Miguel Salazar.
8 de janeiro de 2015
Moscas da Figueira 2014
Hoje esteve frio.
Lembrou-me aquele fim de semana em que uma mão cheia de scooteristas obstinados, embirram em desafiar as moscas da Figueira da Foz.
Pela primeira vez a T5 não foi. Substituiu-a a Lambretta.
A Helix também não, substituída por uma LML.
Os gostos mudam, revezam-se, trocam-se, mas o reencontro de amigos não.
Aproveitei o tempo para conversar. Quase não fotografei.
Diverti-me na viagem ao comando da "Handa Nagazoza" que com aquele motor laranja, excede sempre as expectativas.
Conheci a "azeitona", que creio irá atravessar Portugal ao meu lado.
Já tenho saudades.
Lembrou-me aquele fim de semana em que uma mão cheia de scooteristas obstinados, embirram em desafiar as moscas da Figueira da Foz.
Pela primeira vez a T5 não foi. Substituiu-a a Lambretta.
A Helix também não, substituída por uma LML.
Os gostos mudam, revezam-se, trocam-se, mas o reencontro de amigos não.
Aproveitei o tempo para conversar. Quase não fotografei.
Diverti-me na viagem ao comando da "Handa Nagazoza" que com aquele motor laranja, excede sempre as expectativas.
Conheci a "azeitona", que creio irá atravessar Portugal ao meu lado.
Já tenho saudades.
20 de outubro de 2014
3ª Regularidade Moderna do VCL
No mundo de quem gosta de veículos antigos, as provas de Regularidade são a cereja no topo do bolo.
Misturam destreza na condução com atenção na navegação, tudo bem temperado com convívio e conversas sobre performances das máquinas, modestas para o mundo atual, mas interessantes para máquinas do tempo dos nossos avós.
O Vespa Clube de Lisboa levou assim a cabo a 3ª Regularidade Moderna, moderna mas apenas porque aconteceu agora, pois de tradição nestes eventos é este clube rico e ainda em Portugal não se pensava em revolução já as Vespas se reuniam em enxame para se desafiarem regularmente.
De novo o VCL confiou, e bem, no Vasco para ser a "abelha-mestra" do evento, que com os seus conhecimentos e dedicação levou um grupo de scooters, quase todas da marca Vespa e LML, com a minha Lambretta LI190 Supercharged a representar a outra marca Italiana dos anos 60, pelas estradas e caminhos retorcidos da Serra de Sintra. No cockpit das nossas máquinas o cronómetro e o conta Km's parcial iam indicando o ritmo enquanto que no leitor de Road-Book desfilavam as folhas A5 com as indicações em tamanho visível do próximo desvio. Aos nossos olhos, por entre o nevoeiro e a chuva, curvas e contra curvas, controles secretos onde nos carimbavam o atraso, estradas empedradas, molhadas e com musgo, peregrinos em caminhadas, turistas e muitos ciclistas, sucediam-se.
A distribuição dos números permitiu que eu e o Paulo viajássemos quase sempre juntos, recordando a navegação do ultimo Lés a Lés e partilhando contas e médias.
Chegamos ao final com a nossa cabeça cheia a números, com atrasos acumulados sucessivamente mas com um sorriso estampado na face. Prova de que o que conta mesmo é passear com amigos.
Obrigado ao VCL e a todos os que com o seu trabalho tornaram isto possível.
Misturam destreza na condução com atenção na navegação, tudo bem temperado com convívio e conversas sobre performances das máquinas, modestas para o mundo atual, mas interessantes para máquinas do tempo dos nossos avós.
O Vespa Clube de Lisboa levou assim a cabo a 3ª Regularidade Moderna, moderna mas apenas porque aconteceu agora, pois de tradição nestes eventos é este clube rico e ainda em Portugal não se pensava em revolução já as Vespas se reuniam em enxame para se desafiarem regularmente.
De novo o VCL confiou, e bem, no Vasco para ser a "abelha-mestra" do evento, que com os seus conhecimentos e dedicação levou um grupo de scooters, quase todas da marca Vespa e LML, com a minha Lambretta LI190 Supercharged a representar a outra marca Italiana dos anos 60, pelas estradas e caminhos retorcidos da Serra de Sintra. No cockpit das nossas máquinas o cronómetro e o conta Km's parcial iam indicando o ritmo enquanto que no leitor de Road-Book desfilavam as folhas A5 com as indicações em tamanho visível do próximo desvio. Aos nossos olhos, por entre o nevoeiro e a chuva, curvas e contra curvas, controles secretos onde nos carimbavam o atraso, estradas empedradas, molhadas e com musgo, peregrinos em caminhadas, turistas e muitos ciclistas, sucediam-se.
A distribuição dos números permitiu que eu e o Paulo viajássemos quase sempre juntos, recordando a navegação do ultimo Lés a Lés e partilhando contas e médias.
Chegamos ao final com a nossa cabeça cheia a números, com atrasos acumulados sucessivamente mas com um sorriso estampado na face. Prova de que o que conta mesmo é passear com amigos.
Obrigado ao VCL e a todos os que com o seu trabalho tornaram isto possível.
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| Foto de João Paiva David |
8º Camping ScooterPT
2007, 2008, 2009......... 2014 ininterruptamente.
Já na sua 8ª edição, esta reunião lá pelas bandas da Figueira da Foz, embirra em ser talvez o evento com mais caráter scooterista cá pelo burgo Lusitano.
Combina uma perfeita (des)organização com passeata, viagem e muita, muita cumplicidade.
Dizem que longe da vista... Esta será então uma exceção, sem duvida.
Há amigos que só vejo aqui e sinto como se tomasse café com eles todos os dias.
A compensar o dilúvio que se abateu sobre nós na viagem do ano passado, a meteorologia lá nos permitiu a todos chegar mais ou menos secos, mas nunca fiando preferi não ficar em tenda. Como o parque do Tamanco está equipado com outros tipos de alojamentos, escolhi uma mini-house em forma de carroça de ciganos, que acaba por ser como uma pequena tenda. Foi uma opção gira e prática, mas com o inconveniente de primeiro ter tido de expulsar alguma bicharada comum no campo. Outros ficaram em Bungalows, Yurts e Caravanas, mas houve ainda alguns corajosos que usaram a tenda. Sorte a deles terem tendas boas, pois o fim de semana teve dois momentos muito molhados, um deles na madrugada de sábado.
No sábado de tarde resolvemos ir esticar as pernas numa passeata pelas redondezas, que misturou um bom almoço com todo terreno e uma surpresa meteorológica. Trovoada forte, muito forte mesmo e que nos apanhou em plena Praia da Baleia. Os relâmpagos a caírem à nossa volta não inspiravam lá muita segurança, pelo que decidimos voltar rapidamente ao parque, onde o sol brilhava morno, através de um verdadeira tempestade de chuva grossa e forte com trovoada a relampejar mesmo onde passávamos. Ao ponto de um dos raios ter atingido um poste elétrico no momento em que eu passava por ele. Não sei se foi mais forte a luz branca do relâmpago se a luz amarelada do poste em brasa...
Salvou-nos um secador de cabelo que apareceu no parque, não se sabe muito bem como, para pouco depois termos as roupas secas de novo.
Amordaçado pelo WHITSIT, pouco mais posso relatar. Mas posso aconselhar. Apareçam no próximo ano. Apenas garantimos uma coisa. A boa disposição. O resto? Isso é com quem lá for.
E tu, vais?
Em jeito de resumo, um video feito pelo user Cavok do ScooterPT:
Já na sua 8ª edição, esta reunião lá pelas bandas da Figueira da Foz, embirra em ser talvez o evento com mais caráter scooterista cá pelo burgo Lusitano.
Combina uma perfeita (des)organização com passeata, viagem e muita, muita cumplicidade.
Dizem que longe da vista... Esta será então uma exceção, sem duvida.
Há amigos que só vejo aqui e sinto como se tomasse café com eles todos os dias.
A compensar o dilúvio que se abateu sobre nós na viagem do ano passado, a meteorologia lá nos permitiu a todos chegar mais ou menos secos, mas nunca fiando preferi não ficar em tenda. Como o parque do Tamanco está equipado com outros tipos de alojamentos, escolhi uma mini-house em forma de carroça de ciganos, que acaba por ser como uma pequena tenda. Foi uma opção gira e prática, mas com o inconveniente de primeiro ter tido de expulsar alguma bicharada comum no campo. Outros ficaram em Bungalows, Yurts e Caravanas, mas houve ainda alguns corajosos que usaram a tenda. Sorte a deles terem tendas boas, pois o fim de semana teve dois momentos muito molhados, um deles na madrugada de sábado.
No sábado de tarde resolvemos ir esticar as pernas numa passeata pelas redondezas, que misturou um bom almoço com todo terreno e uma surpresa meteorológica. Trovoada forte, muito forte mesmo e que nos apanhou em plena Praia da Baleia. Os relâmpagos a caírem à nossa volta não inspiravam lá muita segurança, pelo que decidimos voltar rapidamente ao parque, onde o sol brilhava morno, através de um verdadeira tempestade de chuva grossa e forte com trovoada a relampejar mesmo onde passávamos. Ao ponto de um dos raios ter atingido um poste elétrico no momento em que eu passava por ele. Não sei se foi mais forte a luz branca do relâmpago se a luz amarelada do poste em brasa...
Salvou-nos um secador de cabelo que apareceu no parque, não se sabe muito bem como, para pouco depois termos as roupas secas de novo.
Amordaçado pelo WHITSIT, pouco mais posso relatar. Mas posso aconselhar. Apareçam no próximo ano. Apenas garantimos uma coisa. A boa disposição. O resto? Isso é com quem lá for.
E tu, vais?
Em jeito de resumo, um video feito pelo user Cavok do ScooterPT:
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