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24 de janeiro de 2023

Vai_nette take X. A cama-sofá




Ocorrem-me pelo menos duas maneiras de fazer a cama e eu não percebo nada de nenhuma. Vou arranjar um colchão insuflável e pronto... ou talvez não!

Andei a inspirar-me e encontrei alguns sistemas em madeira que não me pareceram lá muito robustos e outros em ferro, cheios de articulações, molas e engrenagens que fariam corar de vergonha o resto da tecnologia da carrinha, além de me darem cabo da carteira.

Estava portanto sem saber o que fazer.

Cá por casa houve uma reorganização em camas, colchões e estrados. Nessa lavoura dei por mim a olhar para um estrado que apareceu debaixo de um dos colchões e a suspeitar que a solução poderia passar por ali.

Estes estrados são constituido por uma estrutura em tubo metálico quadrado com ripas transversais em madeira, portanto muito leves e com bom ar. Ainda por cima há no mercado umas pernas que encaixam na perfeição transformando-os numa cama.

Poderia assim ser uma solução para cama. E se eu conseguisse que ele se transformasse também em sofá?!

Ainda sem saber ainda muito bem como iria fazer tudo, decidi encomendar um destes estrados nas medidas pretendidas e comprar as tais pernas.

Sucesso. Cama já há.




Agora é preciso articular o sistema. Em teoria será simples. Três cortes transversais com respetivas dobradiças. E não é que funcionou!





No próximo episódio receita de bolo mármore ou então o desafio Tetris.

Até já


13 de dezembro de 2022

Vai_nette take IX. As cortinas em 3D

 O titulo é enganador, não lhe prestem atenção.

Quando fui à engomadoria buscar roupa, recordei-me de perguntar à senhora se, munida das medidas todas, conseguiria a partir de um par de cortinas fora de uso lá de casa, cortar e rematar umas para a carrinha. Garantiu-me que sim.

O sistema a usar seria uma bainha em baixo e no topo a ultrapassarem a dobragem por onde passariam os esticadores.

Os esticadores tendo um olhal em cada lado ficariam presos por um parafuso na chapa....

Um parafuso na chapa assim à bruta não me pareceu tão bem como isso.

Aconselhei-me de novo com o Hugo Cardoso da Opolab que desenhou e imprimiu em 3D umas anilhas bipartidas que abraçariam o olhal do esticador e onde entraria o parafuso. Deixava de haver folgas e consequentemente barulhos e ficava mais "composto". A escolha da côr é uma questão familiar :)










 Já começa a parecer uma "casinha"?
Entretanto começam a aparecer no correio algumas encomendas com peças que aguardarão pacientemente a sua vez de serem usadas. Por exemplo:

Com camara traseira para ver se não faço asneira muitas vezes

Águas limpas e sujas

Controlador do painel solar

Painel solar

Corte geral baixa tensão

Corte geral alta tensão

Carregador de bateria estacionário

Painel de controle e regulador temperatura

Candeeiro para a "mesinha de cabeceira"

Disjuntor para baixa tensão, pelo sim pelo não

Bomba água

Torneirinha

Sortido

Grande "salgalhada"

E mais uma miríade de tralhas

19 de novembro de 2022

Vai_nette VIII, acabamento de mobiliario e quartelas novas

 Envernizar é complicado. Lixar no ponto certo também. Evitar poeiras no ar quase impossivel. Portanto todo o universo se alinha para me dificultar a empreitada de dar um aspeto quase apresentavel às caixas de madeira que construí.

Para tal é incontornavel o lixar, envernizar, lixar, envernizar...

Mas vamos a isso. Afinal aquilo não é para ficar uma cozinha francesa, Chega-me uns armários com bom ar, resistentes à humidade e práticos.

Vários dias e muitas folhas de lixa depois saíu isto. Superou as minhas expetativas.






E para que percebam que fui mesmo eu, aqui vai uma imagem de perto com algumas asneiras visiveis.



Agora um de cada vez. Primeiro o armário frontal (cozinha). Instalar geleira, tanques de água, pia, torneira e cablagens. Meio está feito


O passo seguinte foi deitar ao lixo as velhas, resgadas e mal cheirosas quartelas de napa e cartão, para as substituir por algo mais confortável e bonito.

O processo de fabricação não é muito complicado. Bastou usar as velhas como molde e depois colocar um enchimento hidrófugo antes do tecido final. Ok, já percebi que o tecido estica e vou ter de voltar a agrafar alguns cantos para esticar, mas pronto.



Já que estava com tecidos à mão, a entrada lateral ganhou um tapete novo


Já me esquecia, antes de montar os forros fiz um planeamento dos pontos eletricos que creio vir a precisar e passei tubagens para facilitar a passagem dos cabos. Tipo pré-instalação :)




6 de novembro de 2022

A Vai_nette VII ou carpintaria para totós, o fechar dos armários

 Bem, portanto agora segue-se o corte das portas dos armários e finalização de pequenos detalhes, para depois seguirmos para o acabamento, Até tenho medo dessa parte. Consta que é lixar, tapa-poros, lixar, verniz, lixar, verniz, lixar para disfarçar asneiras, verniz,

lixar para disfarçar asneiras, verniz,

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lixar para disfarçar asneiras, verniz, 

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lixar para disfarçar asneiras, verniz, 

Acomodar-se com um resultado mais ou menos,

Colocar batentes, ferragens, furar onde ficou esquecido furar.

Tapar onde se furou a mais.

Isolar por baixo,

Fazer prateleiras, etc, etc.

Cortar bem as portas sem ferramentas (e conhecimento) adequados seria impossivel. Felizmente pude contar com a ajuda inestimável do Charly, que mora na Opolab, e ao qual tive acesso graças ao Hugo Cardoso.

Este é o Charly. Façam-lhe uma vénia, pf. Eu fiz!



Esta máquina não brinca nem se engana. Os cortes são perfeitos e uniformes. Ainda vão destoar no resto da construção :)




O Charly concentradissimo

Uma porta já cortada




A partir daqui ficou tudo mais facilitado. Cola quanto baste, parafusos e pregos, muita atenção nas esquadrias e bons cortes nos remates. Até já parecem armários, não acham?





A Vanettencarnada VI ou carpintaria para totós, segunda vaga (armário lateral)

 Aos poucos a situação complica-se, ou seja cada vez estou mais ciente que me meti numa alhada!

A arte da carpintaria é de facto uma actividade que requer quanto baste de mestria, adicionado a muita sabedoria e paciência qb.

Percebi isso quando começei a construir o armário lateral, pois ao contrário do frontal que não passa de um paralelipipedo, este tem de acompanhar as curvas da carrinha que se torce, ainda que discretamente, em todas as direções. Saber que o interior tem uma certa medida e aplica-la na construção dá asneira de certeza. Nunca cabe. A solução pareceu-me ser construir a base, medindo, cortando e aparafusando cuidadosamente ripa a ripa e depois começar a construir para cima, ajustando as medidas do projeto às necessidades dos recortes. Os moldes em cartão ajudam. É no entanto um processo moroso, não corre sempre bem e amiúde corta-se demais, obrigando a substituir a peça. Como não tenho uma carpintaria na garagem nem uma garagem na carpintaria onde construí a outra estrutura, tive de me socorrer de ferramentas manuais, parafusos e muita cola, fazendo básicamente tudo à mão... excepto as portas. O progresso é penosamente lento e o resultado demora a aparecer. Mas afinal o armário lateral nasceu. Faltarão ainda um milhar de pequenos ajustes e acrescentos, mas parece estar no bom caminho.


Nem eu percebo o que é isto, ou se alguma vez vai ser algo!



O cartão. Sempre a salvação do cartão

E agora? Caberá?

Pronto para acabamento


8 de junho de 2022

A Vanettencarnada VI ou carpintaria para totós, primeira vaga

Já apetece dizer que começa a parecer "alguma coisa"

Vou agora virar-me então para os móveis. Optei por uma construção simples (até porque complicada nunca me safaria :) ), em que é feita uma estrutura em ripas de madeira, que funcionará como o "esqueleto" do mobiliário. Esse esqueleto é depois coberto com placas de madeira (ou do que se quiser) fechando o espaço. Este sistema exige alguma atenção nas uniões mas é mais tolerante a erros e isso é justamente o que preciso

Munido então de uma quantidade suficiente de ripas aplainadas e de máscara, passei duas manhãs no laboratório/oficina topo de gama da OpoLab e aos poucos lá fui cortando, furando, colando e aparafusando. Algumas das máquinas lá quase que mereciam ser usadas com luvas. Foi um trabalho moroso e que exigiu alguma concentração, pois de acordo com Murphy todos os pequenos erros se somam numa mesma direção, criando um erro enorme no final!

No final lá saiu a estrutura do móvel/bancada frontal. Comecei por este por ser de longe o mais fácil. O lateral, com todos os recortes e arredondados do interior da carrinha, vai ser bem mais complicado, mas lá chegarei.









Não prestem atenção ao mascarado. Estava lá para garantir que eu não partia demasiado as máquinas






Até já.