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21 de julho de 2021

Obrigado "Handa Nagazoza"

Quando se gosta de máquinas antigas a tentação em acumular motas na garagem é quase impossivel de resistir.

Adicionada à minha enorme dificuldade em separar-me de objetos que me proporcionaram momentos bons, está pronta a tempestade perfeita.

Num recente passeio com uns amigos, tive oportunidade de experimentar uma máquina mais recente e fiquei rendido. O dono comenta comigo que quando conseguimos libertar-nos fica-nos espaço, financeiro e fisico, para experimentar novos brinquedos. Esta ideia ficou-me a remoer durante meses.

É um facto que tenho rodas a mais na garagem e que por isso aproveito menos todas elas.

Mas é também verdade que tenho uma que não pode sair da minha vida, uma que me leva mais longe mais rapidamente, uma que está sempre pronta a arrancar, uma que me faz sentir um miúdo inconsciente a acordar a vizinhança, uma que...

E fui adiando.

O meu mecânico um dia em conversa comenta o aumento da procura e consequente valorização de uma das minhas scooters. Gaguejei, tossi duas vezes e entre dentes disse-lhe que se calhar até a vendia. Mudei de assunto.

Passado uns dias voltei à oficina a saber da Lambretta que tinha ido fazer umas afinações e perguntei-lhe se podia tratar dela em breve. Olhou para mim espantado e recordou-me que lhe tiha dito para lhe arranjar um novo dono! Mas tratava-se da "Handa Nagazoza", com palmarés conhecido no meio e por isso não a poderia entregar a qualquer um! Entre dentes reafirmei a intenção e dois dias depois liga-me a confirmar a transação. Nem a quis voltar a ver. Garantiu-me que para quem ía seria bem tratada e acima de tudo respeitada. Desde aì várias vezes me recordo e arrependo, mas não há como voltar atrás.

Obrigado Lambretta. Obrigado "Handa Nagazoza"

















:(











24 de dezembro de 2019

Bom Natal 2019

Aos meus amigos, conhecidos e aos que se dão ao incômodo de ler os sarrabiscos que escrevo, um BOM NATAL.



29 de novembro de 2019

Tecnologia e Conetores

3G, GPS, GPX, HD-Video, POI, siglas tecnológicas que aos poucos vão entrando no nosso quotidiano.
Mesmo os mais conservadores no que diz respeito a passeatas em duas rodas, acabam um dia por se render às evidentes vantagens da parafernália de equipamentos disponíveis para pendurar nos guiadores.
Mas esses equipamentos usam eletricidade. Muita, por vezes. O mercado, claro, atira-nos com mais aparelhos como os PowerBanks, equipamentos com autonomia elevada e uma série de outras soluções, inevitavelmente caras e poucas vezes compatíveis entre si, de modo a sacar mais uns trocos ao incauto motociclista de fim de semana.
Adicionalmente a esta evolução, na maioria das motas chegar à bateria para a carregar após períodos de inatividade, é amiúde um exercício que nos leva a desmontar mais peças do que seria razoável supor.
As máquinas que tenho na garagem são muito diferentes entre si, o que me fez assumir o desafio de encontrar uma solução universal.
Acabou por ser mais simples do que inicialmente julguei.
Numa casa de acessórios de automóveis escolhi uma mão cheia de conetores de boa qualidade, em pares macho/fêmea e liguei-os às respectivas baterias, protegidos por um fusível adequado. Coloquei a ficha num local acessível e protegido.

Na Honda

Na Heinkel

Na Vespa

Na Lambretta

Depois comecei a ver o que precisava de alimentar. Primeiro o carregamento da bateria da mota em si. Ainda com a ideia da universalidade quis usar um carregador normal, daqueles com "garras" para os pólos. Com um pouco de tubo das canalizações eléctricas, um metro de cabo multifilar, solda de estanho e fita nas cores vermelha e preta, surgiu isto:



Assim basta ligar o conetor na mota pretendida e o carregador nas cores correspondentes.

Gosto de usar como GPS um antigo telefone Android com o software OruxMaps, que não só me guia como regista o meu percurso. Ter o telemóvel bem carregado também ajuda.. Assim um trio de tomadas USB de 3A vinha sempre à mão:



Na mota maior umas tomadas USB só para ela, com interruptor e à prova de água pareceu-me bem:



Para ligar um qualquer dispositivo preparado para trabalhar a partir da tomada de isqueiro de um carro serve para muitas situações:



Se precisar de 220V uso este pequeno inversor:



A partir daqui tudo depende das vossas necessidades. Com todas as motas equipadas com a ficha fêmea, desde que não abusando do consumo, podem ligar o que quiserem. Geleiras, bombas de ar, aspiradores, sei lá. E em qualquer das motas.



28 de outubro de 2019

A Lambretta do autocolante bonito

As Lambretta são pouco vulgares em Portugal. As do modelo DL ainda mais, sendo consideradas mesmo raras.
Corre a ideia que devido à sua elevada procura pelos entusiastas Ingleses, as já poucas que por terras Lusas permaneciam, foram nos anos 90 parar a terras de sua majestade.
Assim, encontrar uma Lambretta DL a funcionar, por um preço decente, é uma tarefa árdua.
Recebi à dias uma mensagem de um conhecido deste meio, a perguntar-me se eu conheceria alguém interessado em ter uma.
Eu, claro, respondi, mas neste momento o meu portfólio estava completo. Assim pedi-lhe uns dias para pensar.
A quadrilha "4onTour" contou durante alguns anos com apenas uma Lambretta, a minha, mas este ano o Vasco tinha adquirido uma belíssima LI Golden Special e o Miguel uma imaculada LI 150 azul cueca.
Só o Paulo não tinha ainda nenhuma!
Apesar dele contar já com uma garagem bem recheada e estar neste momento na fase final do restauro de uma MZ, começamos os três a fazer pressão para ele ficar com esta Lambretta.
Afinal para que servem os amigos senão para exercer más influências e ajudar a depauperar as carteiras alheias?!
E conseguimos.
No mês passado lá fui eu buscar uma espetacular DL150, que por acaso até já era nossa conhecida nas mãos de um anterior proprietário, com pintura original, a andar perfeitamente e com um autocolante feito por mim em 2010, o que a valorizava imensamente.


Trouxe-a para casa onde ficou a fazer companhia à Handa Nagazoza.



  





 Ontem o Paulo lá conseguiu um espaço na agenda e veio, com o Miguel, busca-la.





Depois de uma cuidada análise e inspeção, quando creio até ter ouvido em surdina o seu novo dono dizer algo do estilo "Lá fui eu comprar mais um monte de sucata", acabou por se conformar, carregou-a na carrinha e rumou a terras Mouras.


 Soube depois que a deixou em casa do Miguel, para se ir acostumando à presença da LI azul cueca dele e talvez para lhe dar tempo de terminar o projeto da MZ.


Daqui a uns dias lá seguirá até à capital, chegando assim a casa. Nessa altura deverá também ser preparado o evento de apresentação à ultima Lambretta do grupo, a LI Golden Special do Vasco.

Parabéns Paulo pelo novo brinquedo e que te divirtas muito com ela.


21 de outubro de 2019

Serra de Valongo da série O Meu Quintal

Mesmo aqui no meu quintal, a Serra de Valongo oferece imensos trilhos para passear de bicicleta e observar paisagens desafogadas.
Hoje apeteceu-me ir até lá, mas também movido pela preguiça, lembrei-me de ir de Lambretta.
Afinal a "Handa Nagazoza" tinha que fazer jus às letras da matricula.
Segui assim até à Aldeia de Couce e reconhecendo o percurso que já fiz a pedal no sentido inverso, resolvi continuar.
Ao inicio o estradão de terra batida, buracos cheios de água e muita lama não colocaram grandes dificuldades, até que num local com algumas casas, um ancião recomenda-me seguir em frente, pois pela esquerda era só serra. Agradeci-lhe e para espanto dele, disse-lhe que era mesmo isso que eu queria.
À medida que o trilho piorava, cheguei a considerar dar meia volta, mas que diabo, estava a saber bem e a paisagem era já fenomenal. Aparece-me uma subida íngreme, em lousa e assustei-me um pouco. Não de cair, mas os cantos afiados destas pedras embirram em tentar cortar os pneus. Arrisquei.
Chegado ao cimo dou com uma equipa florestal num jipe, que me pergunta como diabo cheguei la acima "naquilo"! Oferecem-se para me tirar dali a Lambretta. Declino educadamente e explico que para estar num local com aquelas vistas tudo vale a pena. Concordam e já que quero continuar, dão-me o numero de telemóvel deles para se tivesse problemas mais à frente. Não tive.
Embrenhei-me pelo meu conhecido trilho, sempre em baixa velocidade e atenção máxima à lama e a poças de água de profundidade desconhecida. Uma delas ainda me molhou os pés, mas a magnifica preparação que a Motocentral fez no motor, permitiu-me chegar à Santa Justa sem percalços e todo enlameado.
Valeu mais que a pena.







15 de julho de 2019

Aniversários

Nos aniversários é costume haver uma celebração. Um lanche, jantar ou mesmo festa rija.
E depois há as escolhas melhores para celebrar.
O Sergio resolveu fazer anos, de novo. É um hábito que mantem há umas dezenas de voltas ao Sol.
E tal como eu gosta de motas velhas, enferrujadas, quase resgatadas da sucata. E o Hugo também.
Desafiou-nos assim para uma passeata de duas centenas de Km´s, 2657 curvas apertadas, piquenique numa qualquer serra, banho de rio e diversão garantida.
Aceitamos de imediato.
Estou proibido de contar tudo o que se passou, por isso aqui vão as imagens mais fracas de alguns instantes. Poucos, pois ou fotografas ou absorves o momento.

A propósito, sabiam que mesmo aqui ao lado há sítios idílicos onde nem é preciso passaporte? Pois!

















O relato do Hugo aqui.