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1 de junho de 2016

Handa Nagazoza Take II



Em 2014 a Motocentral preparou esta Lambreta, uma LI150 com um motor melhorado, para o Lés a Lés que então percorreu o país desde Lagoa até V.N.Gaia.
Dois anos depois decido voltar a conduzir esta contemporânea de 1963 pelos maravilhosos percursos esquecidos deste nosso país que ligam Albufeira a Vila Pouca de Aguiar.
Precavido, pedi que voltassem a olhar com olhos de ver para esta Milanesa, aferindo da necessidade de alguma reparação ou manutenção que me permitam fazer os cerca de 2000Km deste passeio sem grandes percalços.
Olharam, voltaram a olhar, experimentaram…
Concluíram que este motor, preparado por eles há dois anos, não apresenta desgaste aparente e funciona sem falhas. Está na fase do “não mexas mais”.
Assim sendo, apenas trocaram os cabos das velocidades por uns mais eficientes, travões novos atrás e… mais nada.
Está assim prontinha para, após abastecer, me levar nos meus dias do ano em que satisfaço este meu gosto antigo pelo motociclismo.
Espreitando bem, vi no fundo da oficina uma magnifica Lambretta SX mas sem motor. Parece que também vai fazer o Lés a Lés. E fica pronta a tempo??? Parece estar a aguardar por 27mm de alguma coisa!


Preparava-me para sair e anuncio um reluzente parafuso no chã.
Era da tua mota! Sobrou!!!!
E já agora, conduz com calma!!!

28 de março de 2016

Persistência... teimosa

Desde que comecei a passear pelos campos de bicicleta, lá para o final de 2013, que a Rota das Cebolas, ali para os lados da Silva Escura na Maia, tem sido a minha preferência para treinar nuns caminhos não muito difíceis.



No entanto há lá uma subida que nunca conseguia fazer. É pequena. São cerca de 25m com desnível de 6m, portanto cerca de 16%, em terra, sulcado por regos de água, com pedras soltas à mistura.
Desde essa altura que sempre que lá vou tento. Fico sempre a meio.. Chamava-lhe a subida impossível. Até à passada sexta-feira. Fui passear de novo para lá com o Pedro e:



Não sei se inspirado pelo espírito pascal, se porque correu bem, a verdade é que finalmente consegui.
A persistência compensou.
Fica aqui, no monte Taim
:


Agora chama-se a subida de Taim e tem este aspecto:



Os meus agradecimentos à minha bicicleta, quase toda "homemade" que se portou de novo à altura.


"Piece of cake", portanto.



20 de março de 2016

Pão Espelta

A culpa é do Júlio!

Há dois equipamentos na cozinha com que sei lidar, o frigorífico e o micro ondas. De forma a manter os danos no mínimo, evito tocar no resto, com momentos de excepção relativos à torradeira, mas mais nada.
Tenho um amigo, o Júlio Santos, que gosta de experimentar coisas. Aqui há uns anos, quando estávamos habituados a andar na cidade de carro já ele conhecia as vantagens de usar uma scooter, quando as scooters se popularizaram, a bicicleta dele tinha já gasto alguns pares de pneus e quando a moda das bicicletas voltou, já ele andava há muito numa eléctrica.
Assim, tenho por costume prestar atenção ao último “entretém” dele. E o ultimo é a confecção de pão!
Assombrado com as imagens das obras que ele tem produzido no forno lá de casa, resolvi experimentar. Pedi-lhe conselhos e consultei o “fórum do pão”. Corri o Porto atrás de maçãs biológicas e farinha espelta. Respirei fundo e hoje foi o dia.
Sim, bem sei que não tem o aspecto dos dele, mas para mim foi um salto grande passar assim da máquina de sumos para a panificação.




Na mesa adicionei a minha mulher, a minha filha, queijo e presunto:


e passado uns minutos :smile emoticon


Acho que aprovaram. A repetir.

18 de janeiro de 2016

Rodasfinas

Há mais no mundo que cebolas

Por ser próxima, divertida e desafiante, a Rota das Cebolas é a minha habitual escolha para andar de bicicleta fora de estrada. Mas com o tempo vai ficando menos desafiante. Assim desta feita rumou-se ao alto do Monte da Assunção em Santo Tirso. Bicicletas preparadas e somos surpreendidos com uma largada de pombos correio da Ass. Columbófila de Amares. Tive pena de não ter conseguido filmar os bandos de aves que rodopiavam acima das nossas cabeças, à procura da direção certa.
Esperava-nos uma tarde com muita lama, subidas, caminhos de pedra e descidas quase suicidas. Não desiludiu. Com água a tapar-nos os pés enquanto pedalávamos furiosamente, os travões a ameaçar sobreaquecerem ainda a meio das descidas, a surpreendente nascente do Rio Leça e a sensação do Big Brother estar por perto, quando nas proximidades do Radar Nº2 da Força Aérea Portuguesa. A melhor parte a surgir inesperadamente, quando no cimo de uma elevação, um grupo de ciclistas de capacete integral nos desafia a fazer uma descida de Enduro/XC. Adrenalina no topo, apesar de a meio termos falhado as indicações. No final, a subida da serra onde tínhamos deixado o carro, levou-nos as ultimas energias.

A repetir.

https://www.strava.com/activities/471598012





















17 de janeiro de 2016

Uz e Val de Moscas

Para sentir o prazer de ir sozinho, é preciso poder escolher. Tenho a sorte de poder.
Um dia de folga no trabalho, coincidente com uma pausa na chuva, pedia-me para pegar na Vespa T5, rumo às encostas da serra do Barroso e da Cabreira, em busca do local onde foi gravada a curta metragem “Volta à Terra”. Uz é uma pequeníssima aldeia serrana a 1000 mts de altitude com uma dezena de casas, quase todas ainda em granito e uns vinte ou trinta habitantes que sobrevivem do campo. Virada ao sol e com vistas até à Senhora da Graça.
Depois de uns 60 Km’s de auto-estrada sem história, mesmo antes de Ponte de Cavez, na N206, saio para uma estrada municipal a subir. Muito. Rapidamente a temperatura baixa para os 6 ou 5 ºC. Paro para fechar melhor o casaco. A paisagem é já uma amostra do que me espera. Continuo a subir entre campos verdejantes onde pastam as vitelas maronesas e muito gado caprino. Entro em Uz, paro a Vespa em frente à Capela e dou a volta à aldeia em 10 minutos. Só encontro um rapaz a chegar de motorizada, que desaparece dentro de uma das casas e um senhor que arranja um muro que a chuva dos últimos dias estragou. Vejo casas com o telhado de colmo caído, vejo casas arranjadas e arranjos que estragaram casas.
Mas fico pouco tempo. A chuva ameaçava e a temperatura baixava. Volto à estrada até à encosta seguinte da serra da Cabreira, para Moscoso, à procura do “Nariz do Mundo”. Gosto destas estradas solitárias. Transmitem-me uma sensação de paz. Não consigo evitar parar a cada poucos metros para fotografar, ou apenas para ouvir o silêncio. Um rebanho corta-me o caminho. Desligo o motor e aprecio a passagem feita sempre sob a atenção de três magníficos cães. Quando o pastor aparece pergunto-lhe: Onde fica o Nariz do Mundo. Com um sorriso rasgado devolve-me a questão: O restaurante ou o monte? O monte? Já o passou. Volte para trás e siga por um caminho de terra à sua direita. Caminho de terra com uma Vespa? Bem, não seria a primeira vez. Encontro-o e faço uns três Km’s em terra batida, cortada por profundos regos de água. Chego ao fim para ser presenteado com uma magnífica vista sobre o desfiladeiro, outrora conhecido como Picoto do Castro. Valeu totalmente o trabalho que o caminho deu. Fico um pouco a saborear a lugar, o silêncio, a paisagem a saber a liberdade. E o isolamento. Sou convencido pelo vento frio a regressar à estrada. Sigo para Moscoso. Aldeia ao estilo da anterior, mas maior. Já estava a ficar tarde. Vejo a tabuleta do Nariz do Mundo, restaurante e ainda penso em parar. As nuvens escuras que se adensavam ajudam-me a decidir. Faço a estrada de regresso à N206, de volta à civilização.

Tive pena de não ter tido mais tempo. Naquelas encostas existem ainda mais duas ou três aldeias que merecem visita.
Na próxima vez.






















6 de dezembro de 2015

Sexta Feira 13

Queimada, esconjuro, rezas, musica, comida, gigantones luminosos, bebidas em chama, pessoas fantasiadas pelas ruas, fogueiras, castelos iluminados.

Há já algum tempo que sentia curiosidade por conhecer as festas místicas baseadas em crenças obscuras de bruxas e duendes, em lugares como Vale de Perdizes ou Montalegre.
Um feliz acaso levou-me em reunião de trabalho a Montalegre no passado dia 13 de Novembro, uma sexta-feira.
Tenho de voltar com uma lente que se dê melhor com pouca luz.