Logo, logo para começar está mal o título.
Um "Kit" ou é o carro de um tal de Michael Knight ou lá como se chamava, ou é um conjunto de coisas preparadas para se juntar numa qualquer coisa com um objectivo e uso definido.
Ora o que se vai passar por aqui não tem nada a ver com isso.
Imaginem agarrar num veículo desenhado para um certo fim, embirrar que tem de dar para outra utilização e para tal em vez de pegar num Kit (pré-desenhado e preparado para funcionar bem à primeira e esvaziar rapidamente a carteira do adquirente), decide-se começar a inventar com peças que "devem dar" e até são bonitas (subjectivo), apesar de nunca mais ninguém as ir ver porque vão ficar dentro do motor!
Agora vamos começar a dar nomes às coisas para ficar tudo a fazer ainda menos sentido.
Lembram-se da "Handa Nagazoza"? Conhecida em alguns momentos por "Agarra Nagazoza"?
Pois. É uma Lambretta LI150 Série 3 dos anos sessenta e por acaso nascida no mesmo ano que eu.
Faz já há uns anos parte do meu espólio de ferrugem móvel e não digo que tem sido a preterida, mas se calhar nem sempre tem sido a eleita.
Com tanta coisa a mudar nos nossos dias e mesmo correndo o risco de criar alguma ciumeira entre as outras pés-de-borracha, resolvi mudar também essa "cadeia alimentar" da minha garagem, claro está, sem mexer no lugar cimeiro que continuará a ser ocupado pela Heinkel.
Adquirida há uns três ou quatro anos, este ícone Italiano prima pela elegância e beleza, mas não necessariamente pela rapidez.
Perfeitamente capaz de atingir, em descidas, uns estonteantes 45 ou até 50 Km/h, a partir daí começa a olhar para o lado a fazer de conta que não é nada com ela.
Como desde 2008, apesar de um interregno de dois anitos, o Portugal de Lés a Lés ser o meu passeio de eleição, a edição deste ano estava mesmo a pedir uma lufada de ar fresco, que é como quem diz, um veículo improvável mas divertido, para me levar a calcorrear Portugal... de Lés a Lés.
Vai daí há que chatear os meus amigos da Motocentral, apresentando-lhes o desafio de pegarem nesta Italiana de mini-saia e transformarem-na numa moçoila capaz de ombrear com as moderníssimas máquinas que por aquele evento pupulam. Pelo menos nas descidas!
Decidido ficou então, criar algo inspirado nos dizeres, "lobo em pele de cordeiro".
Sem grandes melhoramentos no exterior, no coração da Lambretta a história será outra.
Não fiquem já a imaginar a adaptação de um reactor de avião, não é nada disso.
Será um melhoramento que permita fiabilidade e uma velocidade de cruzeiro confortável.
Hoje passei pela oficina e já se vê algo a acontecer:
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| A bicha sem coração |
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| O coração da bicha |
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| O Bypass |
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| A garrafa de oxigénio |
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| A participação no "Biggest looser" |
Ainda havia mais um componente vital para mostrar, cortesia do Paulo Salgado, mas fica para depois.