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15 de maio de 2009

Scooters no Berço

Sete da matina. O Sol prometia...e cumpriu.



Abril de 2007
Não foi debalde que Portugal escolheu Guimarães para nascer, tal é o deslumbramento das suas magníficas paisagens, apenas superado pela visão das deslumbrantes miúdas de mini-saias e decotes avantajados , que à nossa passagem provocavam distracções momentâneas nos condutores, causando alguns ziguezagues rapidamente corrigidos . Como verdadeiro encontro de Scooters multimarca fomos presenteados com a presença de Vespas, Heinkel's, Lambrettas e outras máquinas menos Scooters como Florett, Mobylette, Yamaha, etc, de vários tipos e feitios que competiam em idade com os condutores. Capacetes e casacos da época completavam o retrato. Foram 44 pessoas, um carro e uma carrinha de apoio, cerca de 36 Scooters, 6 Heinkel, 3 Lambretta, 25 Vespa, além de uma Yamaha e uma Mobbilete, a rugirem e a fumegar pelas encostas abaixo e a soluçar por elas acima! Chegavam amigos de todo lado. Coimbra, Ponte da Barca, Braga, Porto, Maia, Póvoa de Varzim, Viana, Gaia……. Obrigado a todos. A carrinha e o carro de apoio, ambos devidamente identificados com o cartaz, garantiram ajuda a todos os que dela precisaram, mas disso falo mais à frente… ou talvez não! Reunidos os participantes todos, partimos, atrasados claro, do Castelo do tal infantário, percorrendo estradas e caminhos históricos (e íngremes) ou de alcatrão (e ingremes outra vez), num total de aproximadamente 70 Km, quase sempre a subir, ou pelo menos parecia! Eram constantemente dadas mostras de carinho e amizade a todos os que as quiseram, mas o priveligiado foi sem dúvida o condutor da Mobyllete, pois em todas as subidas havia sempre uma mão amiga nas costas que o encorajava a continuar. Para empurrar???, não, era como um abraço de companheirismo. Uns Km's à frente paramos no Cachorrão para um café e um bolo oferecido pelos donos deste Snack-Bar. De novo na estrada (a subir outra vez!!) as seis Heinkels presentes quiseram mostrar a sua fibra! Tal era a vaidade com que calcorreavam o pavimento, que uma delas, (a Jenny), toda enfunada e a abanar a anca, resolveu dar ainda mais nas vistas e começou a emitir graciosas nuvens de fumo. Curiosamente pouco depois parou, amuou e não mais andou!. De castigo foi para doca seca dentro da carrinha! Toma lá para aprenderes. Com a moral mais em baixo (que é como quem diz, pois deviamos estar a 2000 m. de altitude) as Alemãs cederam a popularidade às Italianas que marcaram o seu lugar bufando (muito) encosta acima, enquanto que eu orgulhosamente e de trombas , ocupei o lugar do passageiro no carro. Ainda houve umas velas, porcas e freios a precisarem de ser mudadas ou apertadas em Vespas ou Lambrettas (He He He) e um volante de Heinkel que resolveu emancipar-se da forqueta enquanto eu a conduzia por empréstimo, (terá sido por isto que mais ninguém me emprestou a mota?????) mas isso não interessa nada, dadas as oportunidades de parar periódicamente para aspirarmos baforadas de ar puro junto a campos acabados de estrumar. Isto de Scooterismo encanta todos, a julgar pela presença de dois elementos de tenra idade: o João Paulo que é o pendura/filho do Paulo, com 6 anos e ainda uma menina igualmente encantadora com sete anos vinda creio eu da Aguçadoura. Qualquer dia estão os dois a ir sozinhos de Scooter. Estejam atentos paizinhos.Chegados a S. Bento das Pêras a 5000 m. de altitude (pelo menos pareceu) foi encaixar as pernas debaixo das mesas, tarefa por vezes menos fácil, e deliciarmo-nos com a paisagem, o ambiente e os magnificos rojões que nos serviram. Foi um momento de silêncio quase absoluto, não fosse o chato do Eusébio que teimava em mostrar o quão bem ficava de calções e botas (gosto discutível) e um outro senhor de apito, (o Marcelino), que teimava em azucrinar-nos os ouvidos, mas em compensação ajudava a trazer a comida. Nem o cafezito com ou sem cheirinho faltou à chamada e estava tudo 5 estrelas. Seguiu-se um sorteio de prémios, principalmente câmaras-de-ar, o que permitiu a alguns Scooteristas voltar para casa com pneus enfiados no pescoço, bonés novos ou mesmo capacetes clássicos! (ganda pinta). Depois de aturarmos um pouco mais esse tal Eusébio a mostrar os calções, voltamos à estrada quais cavaleiros fumegantes com as montadas a rugirem pelo peso adicional dos rojões e eu porque não gosto de usar cinto de segurança comecei a cravar boleias à pendura. Obrigado pelos que me aturaram sentado atrás. Sempre deu para filmar qualquer coisa e até soube bem (a Jenny continuou de castigo). Foram uns quilómetrozitos a descer (aleluia), causando alguns sonoros rateres nas máquinas. Acho que os rojões não tiveram nada a ver com isto). Rematado tudo isto pelas 6 da tarde com um excelente lanche de febras assadas e vinho que jazia em garrafas numa fonte (a sério!), servido no cimo de uma serra que de certeza era mais alta que a da Estrela, ao ponto de terem havido desistências a meio da subida (não, não foi nenhumas das Heinkels remanescentes seus engraçadinhos). Aqui foi mesmo preciso lutar para chegar à comida. Restou o regresso que a esta hora já sei que correu bem para todos. Agora a parte formal: Obrigado a todos que conduziram, ajudaram, apoiaram, fotografaram, atrapalharam, he, he, pararam o transito em todos os cruzamentos e rotundas, etc, por terem feito deste passeio um domingo de convívio salutar e sincero, de entreajuda e apoio. Pouco percebo de fenómenos sociais, mas não sei de muitas coisas que tanto aproximem as pessoas como o que eu vi hoje. Obrigado por serem assim. Não posso agradecer à organização por motivos óbvios, mas posso isso sim agradecer como participante que também fui, ao incansável Paulo e à sua família, ao Eusébio e os seus calções, ao Ribeiro da Motocentral e ao Snack-Bar Cachorrão por ajudarem a suportar as despesas e a reparar as avarias, ao Fernando Tavares e ao condutor da carrinha por irem sempre atentos a nós e principalmente aos participantes por terem lá estado. Obrigado. Deram-nos força para repetir.

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