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16 de março de 2014

O par de 3 mais quatro. O prólogo e o resto

Junho de 2013
Após dois anos de pausa, regressei à "Scuderia Serenissima" e ao Lés a Lés, desta vez com a minha Vespa T5, preparada para o passeio já desde 2011.


Esta15ª edição prometia atalhos, caminhos, ribeiros e trilhos, de Fafe até Aljezur por Castelo de Vide.

Logo na sexta-feira seguimos do Porto até Guimarães, onde o nosso anfitrião Paulo Salgado nos ofereceu um churrasco, uma visita ao Vespa Clube de Guimarães e aos meandros do Centro Comercial local.





Sábado rumamos a Fafe, onde após as verificações técnicas e documentais, reencontrei um amigo de infância que há anos não via, o Paulo Neves, também participante.

Confirmava-se também a presença das duas equipas de Lambrettas, com quatro magnificas máquinas cujas idades somadas rondavam os 150 anos! Iriam desfazer-se definitivamente as dúvidas, se as houvesse ainda, acerca da fiabilidade destas Italianas em percursos maiores.




No prólogo que agora começava, levamos o Paulo Salgado connosco como convidado de honra que não resistiu à tentação de descolar a sua Vespa do chão no troço do Rali de Portugal.


Tempo para um lanche com a visita do segundo piloto da Lambretta DL(I) que veio reconhecer o terreno e o ambiente. Mas só começaria a pilotar na 2ª Feira.

Regressamos a casa, tratamos de pormenores de ultima hora e após um retemperador jantar de novo oferecido pelo Paulo, fomos descansar que amanhã já seria a sério e a nossa hora de saída era às seis da manhã.
Os Lal (não) são todos iguais. E não me refiro ao percurso, mas sim às emoções. Este foi um LaL de pessoas. Diferentes e em sintonia.
A Scuderia Serenissima adotou um terceiro membro, o Paulo Coelho, que com a sua PX nos deu o prazer da sua companhia e mais importante ainda, tinha um Jerrycan cheio:

e as duas equipas de Lambrettas tinham um quinto piloto "undercover".

O primeiro dia, chuvoso, exigiu atenção e cuidado na estrada










Mas tudo valeu a pena para a minha surpresa em Castelo de Vide. A minha mulher, a Graça, brindou-me com um beijo no final desta etapa. Obrigado, Graça.

 O segundo dia, já com bom tempo, levava-nos a Aljezur com almoço em Portel

Jerrycan's sempre por perto

O mar a aparecer na costa Alentejana


E a óbvia consagração em Aljezur das Lambrettas, que me fez olhar de modo diferente para a que mora na minha garagem

Pelo meio nestes dois dias ficaram um trilho na Lousã bom para motas de enduro, um furo no Centro Geodésico de Portugal (sim, porque eu não furo em qualquer lado), os amortecedores da minha scooter que partiram obrigando-me a um exercício extra de equilíbrio e antecipação de irregularidades na estrada, a minha busca incessante de gasolina que satisfizesse a sede do meu motor, mesmo que fosse à custa da canibalização dos Jerrycan's dos outros, uma Lambretta que não se deixa apanhar nas curvas nem por BMW's, uma ribeira a vau e uma Lambretta com tosse. Tudo isto "Mixed, not stirred", com muita diversão, pó e quase aventura. No dia seguinte o sol confortava as scooters





Regresso calmo com estadia em Torres, onde a filha do Vasco recorda-me o importante


O mar chama-me na Nazaré

Espreito o Tamanco

E chego sujo, cansado e ansioso pelo próximo

Talvez de Lambretta.
Obrigado Vasco, Paulo Salgado, Graça, Hugo Oliveira, Paulo (BMW), Paulo Simões, Duarte, Rui Carvalho, Bruno Canha, Totti, Motocentral e ao Ernesto Brochado por mais um percurso magnificamente desenhado.



7 comentários:

  1. Rui,

    Obrigado pelo roteiro e pelas fotos a esta distância de Junho de 2013, acho que até sabe melhor assim... É que já só faltam 3 meses para o próximo, venha de lá um forcing na preparação dessa Lambretta ! E já sabes que queremos o número 1 !

    Abraço,
    Vasco

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  2. Fui adiando, adiando... e ontem decidi.
    Mas não volto a escrever a esta distancia, pelo menos sem tomar notas. É que sinto que me esqueci de muita coisa.
    A Lambretta está a dar luta, mas estamos a trabalhar nela.

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  3. É verdade que este teu post de repente soltou em mim um forte desejo de rolar!

    Com todo o trabalho no motor da Lambretta, começo a pensar que vou ter de levar a Monster se não quero ficar para trás. Só que ainda não sei onde pendurar os "teus" jerricans...

    3 meses and counting :)

    Paulo

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  4. Obrigado Rui,

    Ainda tens boa memória :-)

    Este ano optei por não fazer o 16º LAL, foi uma escolha difícil e depois de ler o teu post e reler o post mais antigo do Vasco fico desgostoso por não ir.

    Um bom passeio para todos os que vão este ano e tu irás gostar imenso de ir com Handa Nagazoza mas vais chegar ao fim um bocadinho mais "partido" :-)

    Abraço

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  5. Anónimo, Aka Paulo: Tu vê lá. Os meus Jerrycans determinam a cadência da viagem. Se faltarem serei obrigado a esvaziar-vos os pneus para não me fugirem.
    Canha: Se por acaso te apetecer que eu leve esse teu suporte de Road-Book a passear diz. Não te a"canhes" :)

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    Respostas
    1. Que porreiro já vou ser representado na 16ª edição do LAl pelos suportes... :-)

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